Ex-assessor dos irmãos Geddel diz que eles roubaram até o salário dele

Basília Rodrigues, especial para o Congresso em Foco

Utilizado como uma espécie de assessor parlamentar, Job Brandão, preso depois que suas digitais foram encontradas em um “bunker” com R$ 51 milhões do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador, não vai se contentar em apenas acusar os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, deputado do PMDB da Bahia, de ficar com quase todo o salário que lhe era pago pela Câmara. Job decidiu que também irá pedir na Justiça ressarcimento de todos os valores repassados aos Vieira Lima desde o dia em que a “contribuição” teve início. Considerando-se apenas os últimos cinco anos, nos termos da legislação trabalhista, a defesa dele estima que uma decisão favorável renderia ao menos R$ 500 mil reais, em valores não corrigidos.

Em processo de negociação de delação premiada, o ex-assessor já contou à polícia que trabalhava em Salvador lidando com assuntos pessoais da família Vieira Lima, sem qualquer função de interesse público, embora pago pelo contribuinte. Mas, segundo Job, ele sequer podia desfrutar de todo o salário, uma vez que fazia os repasses para familiares de Geddel, há até pouco tempo um dos principais aliados do presidente Michel Temer, e Lúcio Vieira Lima.

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