O ex-prefeito de Afrânio (PE), Carlinhos Cavalcanti (PSB), ressaltou a este Blog que recorrerá da decisão do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), após o bloqueio de mais de R$ 2 milhões de suas contas e bens. O órgão judiciário baseou-se numa representação do Ministério Público de Contas de Pernambuco referente à gestão de Carlinhos no ano de 2012, condenando-o por improbidade administrativa. No mesmo processo as empresas AJA Locadora e a Nisauto Peças e Serviços também tiveram seus bens bloqueados, respectivamente, em R$ 35 mil e R$ 284,3 mil.

Para Carlinhos, tudo não passa de uma “perseguição política” – referindo-se indiretamente à esposa do deputado federal Adalberto Cavalcanti (AVANTE), a qual o sucedeu na Prefeitura de Afrânio. O ex-gestor assegurou ter feito uma licitação “com transparência” em relação à AJA Locadora.

Sobre o escritório do advogado Milton Fujino, que não teve o bloqueio de bens decretado por ter efetuado um depósito judicial no valor de R$ 180,1 mil, Carlinhos frisou ter contratado o serviço para buscar recursos federais pertencentes ao município. Quanto à Nisauto, ele também deixou claro que a empresa ganhou a licitação de forma legal, para construir 13 barragens na zona rural. O TCE-PE contesta seis dessas 13 barragens, mas Carlinhos rebate.

As obras foram feitas. As barragens estão lá, cheias. Tem água para mais de dois, três anos. Eu não entendo por que chegou essa informação para o Ministério Público, já que os serviços foram executados”, alegou o ex-prefeito. Ele atribuiu a responsabilidade para sua sucessora o fato de outros convênios de sua gestão não terem sido continuados na de Lúcia. “Paguei a primeira parcela, mas a minha sucessora era para ver o que estava pendente e pedir o restante dos recursos, não deu continuidade. Até hoje, para se ter uma ideia, eu estou na justiça apresentando prestação de contas e provas de que não cometi o crime de improbidade administrativa”, afirma.

Desabafo

Carlinhos disse ainda ao Blog não ter sido ouvido, em nenhum momento, sobre as denúncias, pela justiça em Afrânio. “Creio que eu deva ser convocado depois”. O ex-prefeito aproveitou para fazer um desabafo: “Durmo tranquilo porque sei que não desviei um real sequer da prefeitura. A comunidade sabe muito bem disso, sabe muito bem as obras que fiz em dois anos, desde quando me afastei do deputado, porque só tive a oportunidade de trabalhar os últimos dois anos”. Em relação aos R$ 2 milhões bloqueados, o ex-prefeito disse que nem em sonho tem esse montante. “Até a casa que eu tinha lá, eu vendi para morar de aluguel, e moro até hoje”, completou.

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