Deu na coluna do jornalista Fernando Castilho, do Jornal do Commercio: o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, perdeu a batalha inicial pela privatização da Eletrobras. O presidente Temer mandou avisar ao Congresso, pelo seu líder – o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) – que a proposta de privatização será enviada por meio de projeto de lei, e não por Medida Provisória (MP). Dito de outra forma: salvo fato novo, ficou para 2018.

Calma, não pense que a oposição furiosa venceu a batalha com o argumento de que “a estatal do setor elétrico é nossa”. Conversa.

Quem deu um ‘chega pra lá’ no ministro foi o time de caciques do PMDB, ex-ministros que já comandaram e ainda mandam na estatal, especialmente com interesses nas velhas e novas usinas do Nordeste, e os outros ministros de Temer. Esqueça a resistência feira pela Chesf.

Os interesses entre os que vão, de fato, retardar o processo, e os que apostam, por exemplo, numa Chesf com modelo da TVA americana estão a um Lago de Sobradinho (BA) de distância. Projeto de lei quer dizer 2018, salvo se o projeto for em regime de urgência. Uma coisa é vender lotes do pré-sal, outra é tentar privatizar a gigante estatal do setor elétrico. Fernando Filho avaliou que seria cumprir rápido a sua missão. Já sabe que não é. (Foto/arquivo)

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