Imprensa adora malhar a PM (PMSP/Facebook)

É impressionante a repulsa que boa parte da imprensa brasileira nutre em relação aos militares, sejam eles policiais ou das Forças Armadas. Parece uma obsessão a busca por qualquer situação que constranja e macule a imagem dos homens de farda. A malhação das instituições militares parece ser o esporte predileto nas redações Brasil afora. Uma entrevista de um garoto de apenas 10 anos de idade, na Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (11), é um exemplo eloquente da perseguição.

Numa séria alusiva ao Dia das Crianças, chamada de “Criança do Dia”, o jornal paulista tem feito entrevistas com crianças que falam sobre diversos temas da atualidade. O entrevistado desta quarta foi o garoto Vinicius, de 10 anos de idade. “Ele vive num dos bairros mais violentos da capital, Itaim Paulista, no extremo leste da cidade (a cerca de 35 km da região central), cujo Distrito Policial registrou no primeiro semestre 3.021 crimes contra o patrimônio (roubos, roubos de veículos, furtos, furtos de veículos e latrocínios). Bem acima das médias municipal (1.851) e estadual (512)”, informa a Folha.

A entrevista discorre sobre vários assuntos, mas dar ênfase ao tema segurança. E algumas das perguntas feitas ao menino já denunciam o pendor “socialista” dos repórteres. Fazem parte daquela corrente de pensamento de esquerda que livra o indivíduo da responsabilidade por seus delitos em virtude de alguma mazela social sofrida por ele. “Você acha que a condição econômica e social da pessoa, ou seja, o fato de alguém ser mais rico ou ser mais pobre, tem a ver com a chance dessa pessoa cometer um crime?”, pergunta a reportagem, recebendo uma concordância por parte do garoto.

Os repórteres continuam com as perguntas clichês da patota de esquerda: “Você acha que a situação econômica, a crise que o país passa, isso também pode ter relação com a criminalidade, a violência?”, também respondida com um sim por Vinicius. Mas quando insistem e perguntam se uma pessoa, quando não está empregada, aumenta a chance de ela cometer algum crime, recebem um não do garoto. “Eu acho que não. Eu acho que as pessoas desempregadas, quando não conseguem dinheiro, elas ficam muito bravas e ficam batendo nos policiais, derrubando portões, é muito triste isso”, respondeu.

Uma pergunta depois e os repórteres aproveitam a deixa do menino, que falou em policiais na resposta anterior. “O que você acha da Polícia Militar? Você acha que a polícia dá segurança?”, perguntam. “Sim. Mas tem policiais que agem errado. Igual eu vi no noticiário que o homem que foi atropelado estava na ambulância, aí o policial ficou atirando nele com arma [bala] de borracha, muito tempo”, responde Vinicius. Notem que, apesar de citar policiais “que agem errado”, ele afirma que a PM traz segurança.

As perguntas seguem sobre violência e entra até no campo político, mas a dupla de repórteres volta a questionar sobre a Polícia Militar. “Você estava falando da violência da polícia. Por que você acha que os policiais são violentos?”, ao que Vinicius responde: “Para mim, eles são violentos porque eles são treinados de uma forma muito violenta. Para mim, eles são maltratados. Para mim, não sei se deve estar certo ou não. Mas na minha cabeça eu penso que eles são maltratados. E, desse jeito, ele quer se vingar. Então, às vezes, ele até exagera em algumas atitudes”.

Notem que na primeira resposta sobre a PM o jovem fala que alguns policiais “que agem errado”. Ele não rotula toda a instituição como violenta. Mas na segunda pergunta a reportagem já induz o garoto questionando “por que você acha que os policiais são violentos?”. Percebam também que, apesar de teor negativo na segunda resposta, o garoto até defende os policiais afirmando que seriam violentos pela forma do treinamento e que eles são maltratados. Se questionassem se ele apoia ou admira os policiais militares as chances de uma resposta positiva seriam grandes.

Todavia, o busílis deste texto vem agora. O leitor pode acessar a entrevista completa de Vinicius no link postado abaixo. Verá que a entrevista é longa e discorre sobre diversos temas, além da segurança e violência. Mas os jornalistas pinçaram palavras de uma das respostas do garoto para criar a manchete negativa à PM: “Policiais são treinados com violência, e querem se vingar”. Ainda que o título coreto fosse mesmo este – e não é, fossem honestos em sua criação e lá também colocariam o “maltratados” citados duas vezes pelo garoto na mesma resposta. “Policiais são treinados com violência e maltratados, e querem se vingar”, seria a manchete mais coerente com a resposta.

Tire sua própria conclusão acessando a entrevista na íntegra clicando AQUI.

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