Por: Blog Edenevaldo Alves –

 O procurador-geral de Justiça (PGJ) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) criou Gabinete de Gestão de Crise Ambiental (GGCA) para monitorar as ações relativas a mancha de óleo que está contaminando as praias no litoral do Nordeste. Novas manchas foram localizadas, na última quinta-feira (17), após vistorias realizadas pela manhã e à tarde no Litoral Sul do Estado por técnicos de órgãos ambientais.

Na última sexta-feira (18), O MPPE esteve reunido com representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado de Pernambuco (Semas-PE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Capitania dos Portos, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“A situação desencadeada é muito grave e atinge diversas áreas. Temos a questão da poluição ambiental, os impactos na vida marinha, mas também questões relativas ao desenvolvimento de atividade econômica local de pescadores, o turismo, uma vez que estamos no final do ano, quando nossa rede hoteleira recebe turistas. Fora isso, há questões de saúde, desencadeadas pela contaminação de pescados e temos que evitar que isso chegue às prateleiras”, disse o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros.

Os Ministérios Públicos de Alagoas (MPAL), Sergipe (MPSE) e Paraíba (MPPB) estão junto com o MPPE na composição de uma Força Tarefa para tentar direcionar esforços na ação. “Estamos juntos com outros Ministérios Públicos e criamos a Força Tarefa, pois a situação é crítica e precisamos ter uma atuação conjunta que permita a resolução das questões ambientais, econômicas e também a prevenção de futuros acidentes”, completou Dirceu Barros.

“A grande preocupação é que foi algo de repente. Não se imaginava que voltaria com tanta intensidade. Pegou todos os órgãos de surpresa. Há uma necessidade de integração urgente para fazer valer aquilo que é mais importante, que é a prevenção. Evitar que os danos se agravam ao meio ambiente e daí proteger aquelas áreas que são mais sensíveis”, ressaltou o procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), Edson Virgínio Cavalcante Júnior. (MPPE)

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