Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), Alexandre José Borjaili, no início deste mês, houve dois aumentos. “A Petrobras anunciou reajuste de 4,5% no GLP industrial e as distribuidoras anteciparam a elevação de custo que terão com o acordo coletivo da categoria e que vai vigorar em outubro”, explicou. Borjaili disse que o impacto no gás de cozinha foi de R$ 2 a R$ 4 para os revendedores.

“A situação está inviável e o mercado informal está crescendo. O residencial vai ter mais um reajuste em 5 de outubro”, destacou. Borjaili também alertou para o risco de racionamento em Minas Gerais, Goiás, Brasília e São Paulo. “A refinaria de Paulínia (SP), que é maior do país, está funcionando parcialmente. Se comprarmos de terceiros, tem custo de mandar buscar e o preço vai disparar e teremos que repassar”, assinalou.

A Supergasbrás enviou comunicado aos revendedores que atendem no DF, informando que elevaria o preço em 3,61%, por conta do aumento salarial da categoria, segundo Edimar Cardoso, 40 anos, dono de um depósito da distribuidora em Brasília. Ele disse que terá de repassar o reajuste, mas teme prejuízo. Os botijões, hoje, custam entre R$ 80 e R$ 95 e os clientes já reclamam do preço. “Ouvi uma senhora me chamar de ladrão”, contou. Para o empresário, mais um aumento vai derrubar as vendas. “A concorrência é grande e os clientes migram para qualquer depósito que venda até R$ 1 mais barato. Essa situação contribui para a revenda ilegal”, afirmou. (Correio Braziliense).






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