Militares fazem operação na favela da Rocinha (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em entrevista ao site mato-grossense RD News, o general Fernando Herzer, comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, disse que respeita os 43% dos brasileiros que defendem a intervenção militar como solução para a crise política do Brasil, conforme pesquisa nacional divulgada recentemente. Ele defende que as Forças Armadas devem seguir o que diz a Constituição.

“Estamos no regime democrático. Cada um pode pensar o que quer. O que precisamos ter claro é que o Exército e as Forças Armadas só podem atuar dentro da legalidade, segundo o que é previsto no artigo 142 da Constituição”, disse ao site do Mato Grosso O artigo 142 estabelece que as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República.

Segundo o general Herzer, a atuação deve seguir rigorosamente o que está previsto na legislação. Explica ainda que a legalidade, a legitimidade e a estabilidade são as palavras-chave que devem ser observadas pelos oficiais. “Sobre a legalidade, as Forças Armadas vão seguir somente o que está previsto na lei. Temos legitimidade porque gozamos de grande credibilidade perante a opinião pública. E jamais seremos forças de instabilidade dentro do Brasil”, explicou o oficial.

A fala do oficial converge com o pensamento do comandante geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em entrevista ao jornalista Pedro Bial, o oficial também defendeu a que a atuação seja estritamente dentro dos limites constitucionais e afastou a possibilidade de intervenção militar. A polêmica surgiu após o general Antonio Hamilton Mourão defender publicamente a possibilidade de intervenção militar “caso o Judiciário não resolva o problema da corrupção”.

O general Herzer garante, entretanto, que esse não é o pensamento dominante entre os oficiais e tropa. “Nosso pensamento é muito coeso. Nosso comandante, o general Villas Bôas, defendeu a legalidade, legitimidade e a estabilidade. Esse é o pensamento geral de todo os militares”, concluiu.

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