Uma mãe e sua filha, que sofreram a mesma forma de câncer, ficaram devastadas depois que a avó e matriarca da família foi diagnosticada com a doença.

O drama familiar começou com Joanne Moss, de 49 anos, de Washingborough, na Inglaterra, quando foi diagnosticada com linfoma não-Hodgkin, um câncer de sangue, em maio de 2010, quando tinha 42 anos, mas tudo deu certo depois de cerca de seis meses de tratamento, conseguindo a cura.

Entretanto, apenas alguns meses após o diagnóstico de Joanne, sua filha, Jessica, agora com 21 anos, descobriu um nó no pescoço que também foi diagnosticado como linfoma de Hodgkin.
Após a cirurgia e a quimioterapia intensa, Jessica, uma estudante universitária, está em remissão.

No entanto, em um cruel toque de destino, a mãe de Joanne e avó de Jessica, Pat Boughen, de 83 anos, também foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em setembro do ano passado.

A matriarca Pat ladeada pela neta Jessica e a filha Joanne (Arquivo pessoal)

Apesar de todas as três gerações sofrerem com a mesma forma de câncer, os médicos afirmam que não existe um vínculo genético para a condição enfrentada pelas mulheres. Trata-se de uma terrível coincidência do destino, uma espécie de “loteria de azar”.

“Ser azarado duas vezes é ridículo, mas três vezes é inacreditável”, diz Joanne, acrescentando que a família prometeu não ficaria abatida pela doença e está apoiando a campanha “Right Now” do Cancer Research, do Reino Unido.

“Mamãe tinha um nó no pescoço que veio e se foi. Ela fez uma ultrassonografia, mas não mostrou nada. Ela tinha outros sintomas que poderiam ser uma condição chamada de Síndrome de Sjogren. Estávamos esperando que isso fosse diagnosticado. Mas não era”, conta Joanne, que ficou profundamente perturbada com o diagnóstico da mãe.

“Quando me disseram comecei a tremer, estava em estado de choque. Acabei chorando muito. Demorou algumas semanas a entender tudo o que estava acontecendo e perceber que estava realmente acontecendo conosco novamente. Quando Jessica foi diagnosticada, entrei em modo prático. Isso me fez assumir o controle e eu me concentrei no que precisava ser feito, nas consultas e exames e cuidando dela”, relata.

Jessica com a mãe na época em que fazia quimioterapia (Arquivo pessoal)

Jessica, que adiou seu curso de oftalmologista por um ano, devido ao seu diagnóstico, foi com a avó ao hospital quando ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin. Ela viu os exames antes de falar com o médico e viu o diagnóstico por escrito.

“Acho que de alguma forma eu sabia o que seria, mas ainda era um verdadeiro choque. Peguei a mão de vovó e ela estava muito calma. Se eu não tivesse passado por isso, poderia ter sido diferente. Talvez eu tivesse achado muito assustador, mas eu sabia o que esperar, sabia que havia tratamento e que você pode ser curado”, diz Jessica.

“Eles disseram que não é genético, mas nós nos perguntamos se estamos predispostas ou simplesmente muito desafortunadas, mas ninguém pode dizer com certeza”, acrescentou.

A avó Pat Boughen está na metade de sua quimioterapia. O nódulo no pescoço desapareceu e seu tratamento deve terminar em março. “Você pensa em quão incomum isso é, quão azarado para três de nós na mesma família passar por isso. Mas a doença nos aproximou”, conta a matriarca.

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