GENOÍNO: DECADENTE E COM MEDO DE SAIR NA RUA E SER HOSTILIZADO! O ARROGANTE COMUNISTA PERDE A CRISTA!

  • Rafael Brunetti
  • 11/08/2018

José Genoino, de 72 anos, ex-presidente nacional do PT, não é hoje nem o espectro do que já foi um dia. Integrante da tríplice coroa petista, ao lado de José Dirceu e Luiz Gushiken, o ex-guerrilheiro parece ter desistido da luta. Desencantado com a política, vive sorumbático em sua casa, um sobradinho típico de classe média numa pacata rua do Butantã, na zona Oeste de São Paulo. Embora já tenha cumprido todas as penas a que foi condenado e não deva mais nada à Justiça, permanece enclausurado em seu mundo ou na própria aldeia, como diria Tolstói. Raras vezes sai de casa. Mandou substituir as grades simples que carcavam sua residência por um maciço portão de aço, tornando o interior indevassável aos olhos de quem tenta observar de fora. No portão, não há campainha ou interfone. Mas não faltam câmeras para identificar quem bate à sua porta. Em geral, Genoino só recebe familiares. Os ex-companheiros de partido ou estão na cadeia ou o abandonaram. A pessoas próximas, diz-se frustrado com os descaminhos da política.

 

Na segunda-feira 6, quando a reportagem da revista  ISTOÉ tentou abordá-lo defronte à sua casa, ele entreabriu o portão e destilou amargura: “Não falo mais com a imprensa. A mão que bate esquece, mas a cara que apanha não”, disse Genoino. “Esqueça que eu existo”, suplicou o ex-presidente do PT, ainda ostentando o velho cavanhaque e bigode bem aparados, assim como os cabelos brancos como neve, os quais sempre cultivou. Sobriamente vestido, com um suéter amarelo sobre uma camisa escura, calça cinza e sapatos pretos, o ex-petista de carteirinha não demorou muito para encerrar a conversa. Ao perceber a presença de um fotógrafo, bateu o portão com violência, trancando-o em seguida. Já no interior de casa, repetiu aos gritos a frase pronunciada no início: “A mão que bate esquece, mas a cara que apanha não”.

O político não evita só a imprensa. De acordo com relato dos moradores da rua de Genoino, ele, nas poucas vezes em que sai de casa, não cumprimenta mais os vizinhos, ao contrário do que fazia há 30 anos, quando mudou-se para o local. Naquela época, distribuía simpatia. Afinal, nos períodos eleitorais ele corria o bairro pedindo votos. Além dos seis mandatos de deputado federal, chegou a ser candidato a governador de São Paulo em 2002 pelo PT, que ajudou a fundar em 1980. Dona Vilma Correia, 61 anos, que trabalha no brechó “Rabo de Saia”, na esquina da residência de Genoino, elabora uma explicação para a mudança radical de comportamento. “Logo depois do mensalão, quando ele foi denunciado como um dos responsáveis pelo escândalo, as pessoas aqui do bairro passaram a chamá-lo de ladrão, de corrupto. Por isso, ele se trancou em casa. Tem medo de ser agredido na rua”. Testemunha ocular das raras caminhadas do ex-presidente petista, Dona Vilma garante que, agora, Genoino se limita a ir à feira livre ou ao Mercadão Oba, a 100 metros da sua residência, para comprar frutas e legumes. “Mesmo no Oba , recentemente o chamaram de “corrupto” e ele ficou vários dias sem ir até lá”, assegura dona Vilma. O comportamento parece seguir um padrão. Questionado por ISTOÉ, o gerente do estabelecimento disse não se lembrar de atos hostis contra o petista. Já o dono da Padaria Corinto, instalada nas imediações da casa do petista, confirma que ele foi xingado de “ladrão” por uma cliente e que, em razão disso, deixou de freqüentar o local, onde comprava diariamente pão e leite.


Post Views:
421

Deixe uma resposta