Desde que o PSB nacional instaurou um processo de expulsão contra o ministro Fernando Filho, o senador Fernando Bezerra começou a emitir sinais de que iria abandoná-lo. Inicialmente levou a Petrolina o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, hoje o mais importante líder do DEM. E logo em seguida o senador Armando Monteiro, principal líder da oposição em Pernambuco.

Depois, coroando a sucessão de recados ao seu partido, de que não estava para brincadeira, não foi à convenção regional, domingo passado. No dia seguinte, contudo, foi a um ato das oposições, em Caruaru, virou-se para o ex-governador João Lyra Neto, pai da prefeita Raquel Lyra, e num discurso inflamado disse o seguinte: “Em 2006 (eleição de Eduardo Campos), Caruaru e Petrolina se uniram em uma campanha que parecia impossível. Formaram uma grande frente política, que se fez vitoriosa e marcou os últimos anos da política pernambucana.

Oxalá Caruaru e Petrolina mais uma vez se unam para anunciar que Pernambuco espera um novo tempo de trabalho, projetos e afirmação”. Só depois deste duro recado é que o governador Paulo Câmara resolveu procurá-lo. Mas ainda não se sabe se houve acordo ou não para que o senador fique no PSB. Caso tenha havido, o preço político cobrado inclui juros e correção monetária.

O PMDB-PE tem diretório constituído e isto representa um empecilho para que o presidente Romero Jucá decrete intervenção, como gostaria, para afastar da presidência o vice-governador Raul Henry, a fim de entregá-lo ao senador Fernando Bezerra. Mas, caso venha a fazê-lo, deverá instaurar um processo administrativo e conceder ao vice o “amplo direito de defesa”. (Folha PE).



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