Câmara de Campo Alegre de Lourdes realiza sessão itinerante. (Foto: Ascom CPT/Divulgação)

Após denúncias de comunidades tradicionais de fundo de pasto e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campo Alegre de Lourdes, no norte da Bahia, vereadores do município realizaram, na última semana, uma sessão itinerante da Câmara Municipal para discutir os impactos da mineração e tentativas de grilagem de terras na região. A sessão foi realizada no Colégio João Francisco da Silva, no povoado de Angico dos Dias, na zona rural.

Trabalhadores/as rurais do Angico dos Dias e das comunidades vizinhas lotaram o pátio do Colégio para participar da sessão, que contou com a presença do prefeito Enilson Marcelo Rodrigues. Após a aprovação de dois projetos, o presidente da Câmara, Arnoldo Boson Paes, convidou representantes das comunidades e entidades para relatarem os problemas enfrentados na região.

Estamos trabalhando para termos o direito de viver aqui na nossa comunidade, na nossa terra. Porque a terra não é material para estar sendo negociada como eles estão querendo. A terra é para sobrevivência nossa e dos nossos animais. Se eles chegassem a tomar essa terra como ficaria o povo dessas comunidades? Eu não digo só aqui, porque nós não somos mais só Angico dos Dias, tem muitas outras que estão envolvidas, que estão sofrendo ameaças por causa daqueles que vêm de fora querer ser dono“, afirmou o dirigente da Associação de Fundo de Pasto de Angico dos Dias e Açu, Maximiano de Souza.

Carta

Um documento, denominado de ‘Carta das Comunidades’, foi entregue ao presidente da Câmara. Na carta, as comunidades descrevem os problemas vivenciados e cobram dos poderes Legislativo e Executivo providências para coibir as violações de direitos. Representantes do Sindicato de Trabalhadores Rurais, do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) reforçaram as denúncias feitas pelos trabalhadores rurais e cobraram às autoridades a proteção às comunidades camponesas.

Segundo a CPT, os vereadores e o prefeito municipal demonstraram apoio às comunidades. Os vereadores disseram que, através da Câmara, criarão instrumentos que coíbam a destruição do meio ambiente, da vida das pessoas e do patrimônio público.

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