Indignada com o atendimento – ou a falta dele – dispensado por um médico ortopedista na UPA de Juazeiro (BA), que se recusou a olhar o braço machucado do seu irmão de 13 anos, a leitora Iara Paixão tece duras críticas à saúde pública do município.

Confiram:

No dia 21/11/2017 meu irmão de apenas treze anos levou uma queda e machucou o braço na escola. Devido ao braço estar doendo muito e inchado, a diretora da escola o encaminhou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) situada em Juazeiro-Bahia, para que fosse atendido e pudesse entender o que estava acontecendo com o braço da criança.

Ao chegar à UPA, por volta das seis horas da noite, meu irmão passou pela triagem e a enfermeira, muito educada e de bom coração, fez rápido o procedimento e falou “para ir logo à sala do ortopedista, porque se ele já tiver ido embora só terá médico no dia seguinte, pois não temos plantonista”.

A mesma foi muito gentil e nos acompanhou até a sala do médico. Chegando lá o ortopedista ainda se fazia presente no local, mas se negou a atender e foi muito grosseiro conosco, parecia nem ser um profissional de saúde por não demonstrar nem um pouco de educação. O mesmo dizia apenas: “meu horário já encerrou, estou aqui, mas é como se não estivesse neste local, não irei atender mais ninguém, e além do mais a máquina de tirar raio X está quebrada”. A enfermeira insistiu dizendo: “mas você não pode encaminhar ele para fazer um raio X no regional?”. E ele apenas dizia: “você não está entendendo, eu não estou mais aqui”.

Depois de ouvir essas invencíveis e duras palavras para um profissional de saúde, ficamos sem saber o que fazer, pois no Hospital da Criança não tem ortopedista. Desesperados com essa situação na qual nos encontrávamos, meu irmão sentindo muita dor, foi onde resolvemos, mesmo sem ter condições financeiras, pagar uma consulta em um hospital particular. Tivemos que conseguir para que assim ele pudesse ser atendido e sabermos logo o que havia acontecido com o braço dele. Mas é desesperador saber como está a nossa saúde em Juazeiro.

Como que em uma Unidade de Pronto Atendimento não tem um ortopedista plantonista? Precisamos denunciar, reclamar, para que providências sejam tomadas. Não podemos deixar que isso fique assim. Temos que escolher a hora de se machucar? Sendo somente durante o dia? E a máquina quebrada, o ortopedista tem como fazer um bom atendimento? Espero que outras pessoas não tenham que passar por isso.

Iara Paixão/Leitora

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