O líder da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim, Paulo Valgueiro (PMDB), estava ciente do que aconteceria na sessão plenária antecipada de amanhã (3) para esta segunda-feira (2). Não deu outra: os quatro projetos de lei enviados pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PMDB), ao Legislativo, passaram com ampla maioria. Foram, no mínimo, 15 votos favoráveis às matérias, contra os cinco da bancada oposicionista. Mesmo assim ele manteve o discurso mordaz contra a atual administração.

“É um rolo compressor. O chefe manda, e quem tem que obedecer obedece”, alfinetou Valgueiro, referindo-se à estratégia utilizada pela base governista, que delegou a Ronaldo Cancão (PTB) a tarefa de defender os projetos do Executivo. “Na nossa bancada não existe isso, a gente vota de acordo com nossa consciência e com a confiança que foi dada pelo povo petrolinense”, disse.

O líder oposicionista centrou as críticas em uma das matérias mais polêmicas, a reformulação do Código Tributário Municipal, que foi definida por Valgueiro como “uma conta pesada” para a população petrolinense pagar, pois a proposta acarreta em aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) – entre outras taxas. A última mudança no sistema de tributos tinha sido feita pelo então prefeito Julio Lossio, em 2013. Miguel enviou o projeto em caráter de “urgência urgentíssima” para não perder o prazo de aplicar as medidas já no ano que vem. Caso contrário, isso só aconteceria em 2019.

“A gente vê alguns bairros carentes, onde não tem saneamento nem pavimentação, com aumento de mais de 30% de IPTU, e em outros, ondem moram pessoas mais abastadas, com valores quase metade disso. Então, não houve justiça social. É um Robin Wood às avessas, tirando do menor para dar ao maior”, ironizou. Valgueiro também cutucou os “cuidadores” do governo que estariam “vigiando” os aliados no Legislativo. “Em todos os projetos importantes, o número de cuidadores aumenta nesta Casa. Isso tem que ser avaliado pela população de Petrolina”, finalizou.



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