Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)

Travando uma luta incansável por justiça para o bárbaro assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, ocorrido há cerca de 5 anos, a mãe dela, Lucinha Mota, promete mais dados reveladores sobre o caso. Ela vem desenvolvendo com o marido, Sandro Romilton, uma investigação paralela que traz detalhes relevantes da terrível noite de 10 de dezembro de 2015, quando Beatriz foi morta com mais de 40 facadas durante uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina.

Ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, nesta sexta-feira (7), Lucinha deixou claro que todas as informações de sua investigação não serão repassadas à Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que teve quatro delegados à frente das investigações. No entanto, até hoje o crime continua sem respostas. A família da menina quer, a todo custo, a federalização do caso.

“Eles (Polícia Civil) me decepcionaram, me traíram. Não quero mais aproximação. Lutamos para que o caso seja federalizado”, frisou Lucinha. Impossibilitada de realizar manifestações nas ruas devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), ela passou a promover lives pedindo aos pais e alunos do colégio para enviar novos vídeos do dia do crime. Um desses vídeos recebidos mostra o provável assassino conversando com algumas pessoas presentes ao evento, e até com policiais.

Segundo Lucinha, ainda não há a convicção de que esse homem seja mesmo o autor do crime, mas pelos depoimentos de quem conversou com ele, tanto a descrição das roupas como da cor da pele do suposto assassino de Beatriz é a mesma. “Essas pessoas estão, inclusive, no inquérito”, frisou.

Críticas

Lucinha informou ainda que a investigação paralela trouxe avanços, a exemplo do indiciamento do perito da PCPE, Diego Leonel. “Nós conseguimos provar que ele recebeu dinheiro do Colégio Auxiliadora. A Corregedoria (da PCPE) já confirmou”, disse a mãe de Beatriz, mirando críticas também ao governador Paulo Câmara. “Ele vai ter que justificar o porquê do perito dele ter recebido dinheiro durante o Caso Beatriz”, completou. Sobre os vídeos que tem recebido, Lucinha assegura que também foram enviados à polícia pernambucana e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). “O que estranha é que os vídeos não estão no inquérito”, frisou.

Buscando também chamar atenção de autoridades internacionais para o caso, a mãe da menina se disse convicta, desde o início, de que o crime não era para sua família. Pelo que já viu no inquérito e da investigação paralela, Lucinha afirma ter “99% de certeza”, juntamente com seu marido Sandro Romilton, da motivação desse crime chocante. No entanto ela ainda não poderá revelar nesse momento. “Darei publicidade a tudo o que eu descobrir, porque esse sigilo que está no inquérito só favorece à polícia e ao colégio, em acobertar o crime”, explicou. Lucinha disse ainda não ter receio de represálias. “O que poderia ter acontecido comigo já aconteceu. Tiraram a minha vida, a minha alma, que é Beatriz. Agora, essas pessoas que fizeram isso têm, sim o que temer”, completou.

Fonte: Blog do Carlos Britto

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Please enter your name here