O nosso planeta esconde segredos que nem mesmo os maiores cientistas conseguiram compreender. Por causa de sua imensidão e tempo de vida, diversas coisas ainda são segredos para nós. Cientistas descobrem, diariamente, diversas coisas. Como por exemplo, novas espécies de animais, plantas e outras coisas.

oceano tem chances de ser uma das partes mais inexploradas e, justamente por isso, surpreendentes do planeta Terra. A imensidão dos oceanos abriga um número incontável de criaturas de todos os tipos. Além de fenômenos curiosos. Esse lugar tem chance de ser uma das partes mais inexploradas e, por isso, surpreendentes do planeta Terra.

Apenas cinco por cento do solo oceânico foi explorado. Mas, mesmo assim, essa pesquisa limitada nos mostrou uma coisa, com certeza, há algumas coisas estranhas escondidas lá.

Bolhas

Há vários anos, mergulhadores que estavam explorando a costa oeste da Noruega encontraram um objeto, que eles não conseguiram explicar o que era. Eles encontraram uma esfera molenga e gelatinosa com mais de um metro de diâmetro que estava pairando no mesmo lugar entre o fundo e a superfície do mar. Essa esfera era translúcida, somente com um lugar mais escuro no centro, e totalmente sem características.

A bolha era uma coisa misteriosa. E aproximadamente 100 avistamentos parecidos dessas bolhas foram relatados ao redor da Noruega e do mar mediterrâneo, desde 1985. Mesmo com os relatos, as bolhas gelatinosas nunca foram classificadas.

Entretanto, agora, graças a uma campanha de ciência cidadã de um ano e de uma nova análise de DNA, os pesquisadores conseguiram finalmente identificar essas bolhas. Elas foram tidas como sacos de ovos de uma lula comum chamada Illex coindetii, que raramente são vistos.

Estudo

Segundo o novo estudo, cada bolha dessa pode conter centenas de milhares de ovos minúsculos de lula. Esses ovos são envoltos por uma bolha de muco, que se desintegra de forma lenta.

Essa foi a primeira vez que os sacos de ovos de lula foram identificados na natureza. Mesmo a espécie já sendo conhecida há 180 anos.

“Também temos que ver o que está dentro da esfera real, mostrando embriões de lula em quatro estágios diferentes. Além disso, poderíamos acompanhar como a esfera realmente muda de consistência, de firme e transparente para opaca em ruptura, à medida que os embriões se desenvolvem”, explicou Halldis Ringvold, principal autor do estudo e gerente da organização de zoologia marinha Sea Snack Norway.

Essa lula pertence a um grupo comum de lulas chamado Ommastrephidae. E durante a reprodução, as fêmeas desse grupo produzem grandes esferas de ovos feitas com seu próprio muco para que os embriões sejam mantidos flutuantes e em segurança contra predadores.

Análises

Contudo, encontrar com essas bolhas é uma coisa rara. Tanto que, as bolhas de algumas espécies nunca foram vistas. E quando os avistamentos das bolhas na Noruega viraram notícia, alguns pesquisadores suspeitaram que elas eram massas de ovos Ommastrephid. Entretanto, sem uma análise de DNA do tecido da bolha não tinha como mostrar que aquilo era realmente uma criação das lulas.

Depois que as análises foram feitas o mistério foi resolvido? Nem tanto. Isso porque, sem amostras de tecidos de todas as bolhas os pesquisadores não podem afirmar que todas elas são da mesma espécie.

No entanto, visto que todas as bolhas eram bem parecidas, tanto no formato como no tamanho, é provável que muitas delas sejam sim da mesma espécie em questão, a Illex coindetii.

“Esferas com ou sem tinta podem ser resultado de esferas que estão em diferentes estágios de maturidade, onde esferas com tinta são recém-geradas. Depois de um tempo, quando os embriões começarem a se desenvolver, toda a esfera, incluindo a região escura, começará a se desintegrar”, escreveram os pesquisadores.

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