O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proibiu a venda seis marcas de azeites de oliva após a fiscalização ter encontrado produtos fraudados e impróprios ao consumo. Os produtos falsificados tinham mistura de óleos, sem a presença de azeite de oliva.

As marcas Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto devem ser recolhidas das prateleiras dos supermercados e atacados de todo o Brasil até esta segunda-feira (8).

De acordo com determinação do ministério, as redes varejistas e atacadistas que tiverem os produtos fraudados precisam informar os estoques existentes, sob pena de autuação em caso de omissão de informações.

Os comerciantes flagrados vendendo os produtos, depois das advertências, serão denunciados ao MPF (Ministério Público Federal), encaminhados à Polícia Judiciária e multados em R$ 5 mil por ocorrência com acréscimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites.

Ainda segundo o ministério, a fiscalização do Mapa encontrou os produtos fraudados em oito estados: Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

O diretor do Dipov (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal) do Ministério, Glauco Bertoldo, informou, por meio de nota, que a proibição foi resultante de operação, realizada em 12 de maio. “Atualmente, o azeite de oliva é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado”, alerta o diretor.

O ministério ainda faz um alerta para o consumidor “desconfiar de azeites muito baratos, pois, em geral, são fraudados. Glauco Bertoldo constata que os produtos fraudados custam em média entre R$ 7 e R$ 10, e o verdadeiro azeite de oliva tem preço a partir de R$ 17.” (R7).

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