Petrolina foi uma das cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde para receber testes do método Wolbachia, uma tecnologia de “blindagem” de mosquitos contra a dengue. Para viabilizar a implantação do projeto – que também será levado a Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG) – serão destinados R$ 22 milhões.

A aplicação do método, que não usa qualquer tipo de modificação genética, consiste em liberar mosquitos com a bactéria Wolbachia na natureza, o que reduz a capacidade de transmitir doenças. Os microrganismos são inseridos artificialmente nos ovos de Aedes aegypti, diminuindo a eficácia dos mosquitos de passarem zika, Chikungunya e Febre Amarela.

Essa fase de testes em Petrolina e nas outras duas cidades deverá ter início no segundo semestre de 2019, com duração de aproximadamente três anos. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, em evento na manhã desta segunda-feira (15), em Campo Grande (MS).

Em entrevista à imprensa, o ministro reiterou a necessidade do combate ao mosquito. “Essa é uma estratégia complementar. Governo e população precisam continuar fazendo sua parte. Estamos dando um importante passo”, reforçou. Ainda de acordo com o ministro, as três cidades vão servir de base para verificar a eficácia da metodologia nas suas respectivas regiões.

O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos. A medida é complementar e ajuda a proteger a região das doenças propagadas pelos mosquitos. As liberações de mosquitos são precedidas por uma série de ações educativas e de comunicação, com o objetivo de informar a população sobre a tecnologia.

Esta etapa tem o apoio e a participação de parceiros do World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) da Fiocruz no território, como lideranças comunitárias e associações de moradores, unidades de saúde, escolas e organizações não governamentais.

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