A modelo que perdeu uma perna para a Síndrome do Choque Tóxico (SCT) teve que realizar uma cirurgia para amputar a outra. Lauren Wasser, de 29 anos, perdeu sua perna esquerda na semana passada depois de ter amputado a direita em 2012, quando contraiu a SCT, uma infecção potencialmente fatal, ao usar um tampão super-plus durante o período menstrual.

Lauren, que mora em Los Angeles, já havia revelado no mês passado que ela “inevitavelmente” perderia a perna esquerda, pois estava sentindo dores terríveis no local por causa da SCT.

“A vida está prestes a ser diferente comigo novamente! Mas estou espiritualmente bem e pronta para o meu próximo capítulo “, escreveu a modelo em uma postagem no Instagram.
Ela dia que continuará a fazer campanhas sobre os riscos potenciais associados aos tampões, à medida que se acostuma com sua nova prótese.

Lauren com sua prótese de ouro e a perna recém amputada ainda enfaixada (Instagram)

A modelo tinha 24 anos quando adoeceu após usar um tampão. Ela foi encontrada em seu apartamento a 10 minutos da morte, inconsciente no chão do quarto e coberta de fezes e vômito. Sua mãe chamou a polícia para arrombar o lugar, depois que ela tentou várias vezes falar com a filha pelo telefone e bater em sua porta.

Socorrida imediatamente para um hospital, deu entrada na urgência com 41 graus de febre, vindo a sofrer um ataque cardíaco. Seus órgãos começaram a falhar e os médicos foram obrigados a colocarem em coma induzido.

Um médico infectologista pediu para verificar se Lauren tinha um tampão dentro dela. Após descobrirem e retirarem o absorvente interno, ela foi diagnosticada com SCT. Infelizmente, os danos já eram extensos com gangrena nas pernas e os médicos precisaram amputar.

Apesar do impacto físico e emocional, o problema não pôs fim à carreira de modelo da Lauren.
Ela conseguiu empregos, desfilando para alguns fabricantes de calçados e roupas.

A modelo quando foi internada: gangrena nos pés (Instagram)

O que é Síndrome do Choque Tóxico?

Síndrome do choque tóxico é uma condição de emergência de saúde relacionada a uma infecção bacteriana. Ela costuma ser frequentemente associada ao uso de absorventes internos, no entanto, essa não é a única forma de contaminação.

Descrita pela primeira vez em 1978, é uma doença rara, que pode atingir ambos os sexos e é caracterizada pelo conjunto de sintomas causado pelas toxinas de bactérias Gram-positivas, em especial aStaphylococcus aureus. Essas toxinas desencadeiam uma série de reações graves que podem culminar em insuficiência renal aguda e morte.

A maioria dos casos de SCT foi associada ao uso de tampões, pois o acúmulo de sangue menstrual coletado por muitas horas e a composição dos absorventes internos usados antigamente favoreciam a proliferação da bactéria.

Nas últimas décadas, houve uma série de modificações na composição desses absorventes e se estabeleceu um padrão para sua utilização, diminuindo o número de ocorrências de SCT ligadas ao seu uso. Atualmente, os casos relatados estão mais associados a outros focos infecciosos, como feridas operatórias.

Hoje em dia, os casos de SCT devido ao uso de absorventes internos são pouco prováveis, mas o risco existe, principalmente se a mulher usar o mesmo absorvente por mais de 8 horas.
Se você estiver usando absorventes internos e apresentar febre alta, dor muscular generalizada, náuseas e vômitos, pressão arterial baixa, alterações na pele como vermelhidão e erupções, procure um médico. O tratamento da SCT deve ser iniciado o mais rápido possível. O uso de absorventes internos é seguro; no entanto, é preciso seguir algumas regras para sua utilização e colocação.

Tampão

Há vários modos de inserir o absorvente, e cada mulher deve buscar a posição que lhe é mais confortável. Um jeito prático que costuma dar certo é colocar-se em pé, com uma das pernas um pouco flexionada e apoiada no vaso sanitário. Nessa posição, insira o absorvente com o dedo ou o aplicador. É muito importante lavar as mãos antes de introduzir o tampão.

Quando bem inserido, a mulher não sente nenhum desconforto. Para retirá-lo, é preciso puxar o fio ligado a ele, cuja extremidade fica para fora do corpo. Procure fazer isso o mais relaxada possível. Caso não consiga, use os dedos.

A troca deve ocorrer no intervalo de 2 a 4 horas, dependendo da intensidade do fluxo. Como o sangue acumulado por muito tempo (mais de 6 horas) é um meio favorável para o surgimento de fungos e bactérias, além de provocar odor desagradável, quem tem fluxo intenso deve trocar o absorvente com mais frequência.

Os absorventes internos podem ser usados para dormir, durante a noite, desde que seja respeitado o intervalo de troca.

Toda mulher pode usar absorvente interno, inclusive as que ainda não tiveram relações sexuais. O hímen, membrana muito fina e elástica que costuma ser rompida na relação sexual, não se rompe com o uso de absorvente interno.

No entanto, nem toda mulher se sente bem ao usar esse tipo de absorvente. Nesse caso, a melhor opção continuam sendo os absorventes externos.

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