Francis Fukuyama (Divulgação)

O jornal O Globo, meio de comunicação que costuma expressar a opinião de seus donos, os Marinho, foi buscar uma celebridade mundial da ciência política para falar mal do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A edição de hoje do diário carioca traz uma entrevista com o sociólogo americano Francis Fukuyama, que foi alçado ao altar de pensador político e economista no início da década de 90, quando lançou o livro “O Fim da História e o Último Homem”.

O livro se transformou num best-seller e ele ficou milionário. Como a história venceu e continuou, sua tese foi amplamente ridicularizada nos meios acadêmicos mundo afora, ainda mais após a eclosão da crise financeira que quase nocauteou as principais economias do mundo e a emergência de países da antiga periferia. Contudo, a explosão de sucesso dos anos 90 ainda lhe dar determinado prestígio nas redações em países como o Brasil.

Na entrevista ao Globo, Fukuyama se diz preocupado com o Brasil. Ele incluiu o País no rol das nações em que vê o risco da ascensão de um representante do que chama de “Internacional Populista”: políticos de extrema-direita com pouco ou nenhum apreço pela democracia e que seduzem o eleitorado com promessas fáceis para problemas complexos. Estava se referindo a Bolsonaro, um dos expoentes do pensamento conservador brasileiro. “Seria um grande desastre se ele fosse eleito. Ele parece ser um populista genuinamente perigoso”.

A opinião de Fukuyama sobre o Brasil passa a ter o mesmo valor de uma nota de 3 reais quando é feita uma comparação entre o ex-presidente Lula e Bolsonaro. O repórter faz uma pergunta citando as pesquisas que apontam os dois disputando o eleitorado. Ele foi enfático: “O mais problemático é o apoio a Bolsonaro. Ele parece ser um populista genuinamente perigoso. Seu histórico mostra que ele não defende a democracia e que está usando esta oportunidade para tomar o poder. Seria um grande desastre se ele fosse eleito”, disse.

Como levar a sério alguém que prefere um corrupto, já condenado pela Justiça e que ajudou a quebrar o País, ao invés de um homem com a ficha limpa?

Confira a entrevista na íntegra clicando AQUI.

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