Nas últimas semanas, vi muita gente reclamando do Felipe Neto e de seu irmão, Luccas Neto. Entendo que produzem conteúdo de mau gosto e até impróprio, mas é preciso entender algumas coisas sobre isso.

Primeiro, eles atendem a demandas por entretenimento para as quais há pouca oferta. É um problema real: as famílias precisam de atividades para os filhos, para que os pais possam se dedicar ao trabalho, seja ele doméstico ou não.

Segundo, não é culpa deles se há um grande público interessado no tipo de conteúdo que eles produzem. A cultura de massa incentivada pelos grandes meios de comunicação não foge muito desse nível intelectual e estético.

Terceiro, Felipe Neto não era um sujeito exatamente progressista ou politicamente correto no começo de sua carreira. Foi mudando o tom na medida em que foi entrando para o círculo das “celebridades” e viu vantagens nisso.

Então, não é ele que tem influência na política. São os setores que agem através da política que vêem nele um meio de impactar o público. Como ocorre com qualquer celebridade disposta a ecoar os mantras progressistas.

Diante disso, pergunto a quem não gosta do conteúdo de Felipe Neto, Lucas Neto e similares: onde estão as alternativas? O que os meios conservadores ou não progressistas estão produzindo nessa área? Só reclamação?

O que falta para a produção de entretenimento de qualidade e com conteúdo para o público infantil, infanto-juvenil e juvenil? Vocação? Capacidade? Interesse? Financiamento? Há um enorme nicho de mercado esperando.

Só reclamar, não adianta. Muito menos fazer campanha de deslike. Primeiro porque deslike é audiência. Segundo porque endossa a narrativa de “discurso de ódio” que tem sido usada para justificar censura e perseguição.

Confira:

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