“Meu tio foi morto a facadas, em 2015… ele tinha 19 anos”. “O amigo do meu irmão também morreu assim, há uma semana”. “Sinto sua perda”. Esses comentários foram as respostas de um vídeo, publicado por Rhea, de 17 anos, na rede social TikTok.

Rhea conhecia Ben Gillham-Rice, um dos dois garotos que foram esfaqueados até a morte, em uma festa em Milton Keynes, no dia 19 de outubro. Três dias após o incidente, Rhea publicou um vídeo, com o intuito de divulgar o real impacto que um assassinato desse teor é capaz de causar.

O vídeo teve mais de 100.000 visualizações e centenas de comentários. Ali, por causa da publicação de Rhea, uma conversa sobre o problema ganhou uma repercussão inimaginável.

Assuntos sérios no TikTok

Para quem não conhece, o TikTok é um aplicativo de compartilhamento de vídeos. A plataforma, disponível para Android e iPhone, permite que os usuários criem e compartilhem clipes de 15 a 60 segundos. Os vídeos também podem ser configurados com músicas ou sons.

Ao contrário do Snapchat e do Instagram, no TikTok, você pode ter acesso a conteúdos de pessoas que você não conhece, bem como de amigos e familiares. Usuários têm perfis pessoais e podem compartilhar vídeos com outras pessoas. É possível seguir outras contas, assim como curtir, comentar e compartilhar as publicações de amigos. Atualmente, estima-se que a maioria de seus usuários tenha menos de 30 anos.

Hoje, o aplicativo pertence à empresa chinesa, ByteDance, e por mais inocente que pareça, não deixa de ser polêmico. E sabe por quê? Os adolescentes estão utilizando a plataforma, para colocar em pauta assuntos sociais importantes. Ou seja, estão sendo ativistas sem serem extremistas.

Nicole, 18 – Pensilvânia, EUA

Depois de ter satirizado a questão do poder aquisitivo, Nicole começou a fazer vídeos satíricos no TikTok. “Eu moro em uma cidade pequena, com muitas pessoas cuja mente é bastante fechada. Como minhas opiniões políticas diferem muito, a rede social tem me ajudado a propagar minhas ideias”.

Gillian, 16 – Nevada, EUA

Diferente de Nicole, Gillian usou o TikTok para organizar uma greve com outros estudantes, além de pedir um aumento de salário aos professores. E funcionou. Como resultado, a mãe de Gillian, que é professora, junto com seus colegas conquistaram o aumento salarial. Outros professores dos Estados Unidos também.

Gillian, em entrevista à BBC, disse que a classe nem sempre é tratada como merece. Ainda em entrevista, a jovem disse que essa foi a melhor atitude que já tomou na vida.

Leah, 18 – Brighton, Reino Unido

Duas semanas depois que Leah foi diagnosticada com sarcoma de Ewing, um câncer raro, a jovem começou a documentar seu tratamento. A partir daí, Leah começou a receber mais de 2.000 mensagens no TikTok.

Leah, que também foi entrevistada pela BBC, disse que queria compartilhar seus oito meses de tratamento, em um aplicativo de mídia social que permitisse que ela pudesse ser transparente.

“Lidar com os efeitos colaterais, como, por exemplo, vômitos, náuseas e outras coisas, é o mais difícil. Além disso, tudo é muito assustador. Mas meus dias não seriam tão bons, ou eu não seria tão positiva, sem o apoio que estou recebendo nas redes sociais. É incrível”.

Essa matéria O lado oculto do TikTok que ninguém conhecia: ‘Mudando o mundo em 15 segundos’ foi criada pelo site Fatos Desconhecidos.

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