O que acontece quando um cinto de castidade fica preso à pessoa que o utiliza? Bom, muitas coisas podem acontecer. A gente não sabe muito bem os danos que pode ocasionar. Porém, sabemos explicar direitinho o que ocorreu com cidadão da Ucrânia, que viveu tal experiência.

Um ucraniano quase perdeu os órgãos genitais depois que sua esposa o fez utilizar um doloroso cinto de castidade por ser infiel. O homem, que até o momento não teve a identidade revelada, é natural da cidade de Zaporizhia, localizada no sul da Ucrânia. De acordo com informações disponibilizadas pela imprensa, o indivíduo acordou no início desta semana com uma enorme porca de metal presa no genital.

Segundo o ucraniano, o cinto de castidade foi “instalado” por sua esposa. O objetivo da companheira era fazer com que o marido deixasse de ser infiel. Nesse ínterim, o indivíduo começou a queixar-se de dores agudas e, em seguida, alegou que o objeto estava estrangulando seu órgão.

Atendimento especializado

Devido às dores, o ucraniano tentou remover o objeto por conta própria. Após diversas tentativas, o indivíduo não teve outra escolha, a não ser chamar a ambulância. No hospital, os médicos também não obtiveram sucesso. Segundo o portal de notícias, ODDITYCENTRAL, a equipe médica que atendeu o ucraniano não possuía o material ideal para remover o cinto de castidade.

A única saída, então, foi chamar uma equipe de profissionais que fossem capazes de remover o cinto com as ferramentas ideias. E que equipe foi essa? Os bombeiros. Para solucionar o problema, os bombeiros tiveram que usar uma serra circular. Para não causar maiores danos ao órgão genital do ucraniano, a equipe médica teve que “borrifar” jatos de água para controlar as faíscas ocasionadas pelo atrito entre a serra e o cinto de castidade, .

“Foi tudo muito rápido. Recebemos uma ligação de uma equipe médica pedindo para remover cinto de castidade”, disse o socorrista Oleksandr Brienko. “Usamos equipamentos especiais para fazer o trabalho. O homem estava deitado na mesa cirúrgica. Além disso, estava anestesiado também”.

“Já tivemos que lidar com incidentes semelhantes. Somos, por exemplo, treinados para remover anéis, algemas e outros objetos que, de alguma forma, ficam presos às pessoas. Nesse caso, conseguimos salvar o pênis do indivíduo. E ele ainda poderá ser pai no futuro”, acrescentou Eduard Nekhoroshev, outro socorrista.

O ucraniano segue internado, mas, confirme a imprensa local, o ucraniano, agora, pensa seriamente em pedir divórcio.

Cintos de castidade

Os cintos de castidade, bastante comuns na cultura medieval, estão mais próximos do mito que da realidade. Na Academia da Hungria, situada no Palazzo Falconieri de Roma, estão expostas algumas reproduções de tipos desses cintos sob o título ‘A história misteriosa dos cintos de castidade: mito e realidade’.

‘Mais mito que realidade porque as pesquisas já demonstraram que a história das cruzadas e dos cavalheiros que teriam garantido a integridade de suas mulheres graças a um instrumento de tortura e sado-fetichismo foi, na realidade, uma grande mentira’, disse à Agência Efe Sebestyen Terdik, um dos curadores da amostra.

Mas, afinal, essas peças existiram? O cinto de castidade nasceu na expressão latina da linguagem teológica ocidental no século 6. Surgiu, basicamente, como símbolo religioso ligado a conservação de pureza. Nos séculos 15 e 16, apareceu na línguas europeias. Nesse ínterim, “dentro do âmbito semântico de moralidade, virgindade, castidade e pureza”, explicou Terdik.

Em 1548, no entanto, apareceu um cinto de castidade no catálogo do arsenal da República de Veneza. A peça pertenceu a Francisco II ‘O Jovem’, terceiro senhor de Pádua, conduzido a Veneza e estrangulado em uma cela junto com seu filho durante uma guerra entre as cidades, em 1405.

Foi somente no século 19 que os cintos, mais refinados, pequenos e leves, começaram a realmente ser utilizados. Basicamente, as peças foram usadas por algumas mulheres da Inglaterra e França. O objetivo era evitar a violência carnal e garantir a fidelidade. Além disso, os objetos também foram impostos a adolescentes da classe média para evitar a masturbação. Naquela época, acreditava-se que a prática podia gerar doenças físicas e mentais.

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