‘O que aconteceu no Rio é uma amostra do que pode acontecer em Brasília’, diz Dallagnol

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse nesta sexta-feira, 17, que a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de derrubar as prisões dos deputados peemedebistas Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi é “uma amostra do que pode acontecer em Brasília e com a Lava Jato”.

O que aconteceu no Rio de Janeiro hoje é uma amostra do que pode acontecer em Brasília e com a Lava Jato se em 2018 não virarmos o jogo contra a corrupção”, escreveu o procurador em suas redes sociais.

Por 39 votos a 19, a Alerj decidiu revogar a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que encarcerou os parlamentares nesta quinta-feira, 16. Os deputados, que saíram da prisão em um carro oficial, passaram menos de 24 horas na cadeia.

“Hoje os políticos mostraram do que são capazes”, escreveu Deltan. “Os deputados da Assembleia do Rio deveriam ser os primeiros a endossar a atuação da Justiça e apurar a responsabilidade de seus líderes, mas o comportamento foi o oposto”.

 

Acostumado a usar as redes sociais, o procurador da República disse para seus 619 mil seguidores no Facebook “não se anestesiarem”. “Se hoje os políticos mostraram do que são capazes, em 2018 a sociedade brasileira precisa mostrar do que é capaz, nas urnas, agindo de modo organizado para eleger apenas políticos com ficha limpa, que expressem compromisso com a democracia e que apoiem propostas anticorrupção, com palavras, votos e atitudes”, escreveu.

 

Deltan escreveu ainda que, “quando a punição bater na porta dos grandes líderes corruptos, eles perderão a vergonha de salvar a própria pele

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