Equipamento está sendo testado em fase final (Lockheed Martin)

Das telas dos filmes de ficção científica para a realidade. Com a intenção de deixar seus soldados superiores aos inimigos, o exército dos EUA está testando em fase final um exoesqueleto futurista que oferece aos soldados habilidades sobre-humanas.

O exoesqueleto usa inteligência artificial para fornecer poder e mobilidade adicionais aos soldados, e permite que eles carreguem cargas mais pesadas. Testes iniciais mostram que o exoesqueleto aumentou a produtividade em até 27 vezes.

Entretanto, não está claro quando o Exército americano adotará os exoesqueletos e se eles equiparão todos os soldados ou apenas tropas especiais.

O exoesqueleto, chamado Fortis, foi desenvolvido por especialistas da gigante da indústria militar Lockheed Martin. Ele está sendo testado com soldados no Fort AP Hill, no estado americano da Virgínia.

O quadro se encaixa nas pernas do soldado e está preso a um cinto usado em torno da cintura. O cinto se conecta a sensores de quadril flexíveis, que informam a um computador (Lockheed Martin)

O equipamento usa atuadores independentes, motores e estruturas leves, alimentados por uma bateria de lítio recarregável que pesa 1,3 quilos. Isso permite que os soldados transportem 82 quilos em até cinco lances de escada, usando energia mínima.

Keith Maxwell, gerente sênior de programas da tecnologia de exoesqueletos, da Lockheed Martin, revela: “Fizemos os testes em algumas das forças de elite do Exército, e eles conseguiram correr com alta agilidade carregando cargas completas”.

Os engenheiros afirmam que o Fortis poderia ser particularmente útil no combate urbano, pois aumentaria a mobilidade, força e velocidade dos soldados. O quadro se encaixa nas pernas do soldado e está preso a um cinto usado em torno da cintura. O cinto se conecta a sensores de quadril flexíveis, que informam a um computador onde o soldado está no espaço, bem como a velocidade e direção dos movimentos.

Maxwell explica: “O equipamento conseguiu uma diminuição no custo metabólico do transporte, a medida da quantidade de energia necessária para escalar a subida”. Durante os testes iniciais, os engenheiros relataram que o Fortis reduziu drasticamente a quantidade de energia necessária para realizar uma tarefa.

Fortis permite que os combatentes carreguem material pesado nas missões (Lockheed Martin)

Um teste anterior, feito pela Marinha dos EUA, o exoesqueleto Fortis aumentou a produtividade em qualquer lugar de duas para 27 vezes, dependendo da tarefa. A equipe mediu a quantidade de tempo que um trabalhador poderia segurar uma lixadeira de 7,2 quilos sem ter que descansar os braços.

Os operadores mais resistentes podiam trabalhar continuamente, sem uma interrupção, por três minutos. Usando o Fortis, as mesmas pessoas conseguiram trabalhar por mais de 30 minutos. Maxwell explica: “O Fortis sabe o que você está tentando fazer. Ele trava e dá uma torção de torque para a frente que faz com que a parte inferior da perna se mova em direção à parte de trás, então inverte a direção para levar sua perna para a frente”.

Para colocar o Fortis a toda prova, pesquisadores da Universidade de Michigan testaram recentemente a fadiga dos soldados ao caminhar e subir escadas, com e sem o exoesqueleto. No estudo, quatro soldados usavam o exoesqueleto e carregavam uma mochila de 18 quilos, enquanto caminhavam a várias velocidades em uma esteira inclinada em 15 graus.

Os resultados mostraram que os quatro participantes ficaram menos cansados ao usar o exoesqueleto. “Ao reduzir o esforço em caminhar e escalar, há menos fadiga. Essa tecnologia pode, literalmente, ajudar nossos homens e mulheres combatentes a transportar equipamentos essenciais para as missões”, disse.

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