ODEBRECHT MIRA AÉCIO NEVES E DILMA. POR QUE SALVAR MICHEL TEMER?

Em seu depoimento de quatro horas ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira, 1, o delator e ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht relatou que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, teria lhe pedido R$ 15 milhões no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014. O delator depôs na Ação de Investigação Judicial Eleitoral aberta a pedido do PSDB contra a chapa Dilma/Temer.

O valor coincide com a planilha e a troca de mensagens de Odebrecht apreendidos pela Lava Jato e que mostram o repasse de R$ 15 milhões do departamento de propina da empreiteira ao apelido ‘mineirinho‘ que, segundo o delator Claudio Melo Filho, era uma referência a Aécio.

Na outra ponta

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 2, por meio de nota, que é mentirosa a versão de que ela teria pedido ao ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht recurso para suas campanhas presidenciais em 2010 e 2014 por meio de caixa 2. Segundo ela, é um “insulto à sua honestidade” a tentativa, segundo Dilma, de “impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral”.

“É mentirosa a informação de que Dilma Rousseff teria pedido recursos ao senhor Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, ou mesmo autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do país, ou por meio de caixa dois, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014”, diz o texto.

E o Michel Temer?

O empreiteiro, preso desde junho de 2015 pela Operação Lava Jato e condenado a mais de 19 anos de prisão, confirmou que chegou a tratar com o peemedebista, então candidato a vice, o acerto durante um jantar no palácio do Jaburu. Ele negou, no entanto, ter discutido valores com Temer.

Caso o TSE entenda que houve abuso de poder econômico, Temer pode perder seu mandato e Dilma se tornará inelegível. Ainda não há um prazo para que a Corte julgue a ação. (com informações juntos pelo Brasil)


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