Será encerrada neste domingo (17) em Petrolina a Semana do Sono 2019, campanha em nível nacional que pretender conscientizar as pessoas para um detalhe que a maioria delas provavelmente não saiba: dormir bem é envelhecer com saúde. Esse, inclusive, é o slogan deste ano.

Embora a programação – que contou com palestras na Policlínica do Hospital Universitário (HU) e na UPA – seja concluída amanhã, o ponto alto aconteceu nesta sexta (15), quando é lembrado o Dia Mundial do Sono. No país o evento possui uma central, que tem em cada Estado um responsável para direcionar essa iniciativa para os interessados em se engajar na campanha.

Em Petrolina, os otorrinolaringologistas Ariston Neto e Raquel Coelho estão à frente do evento. Segundo eles, a meta principal é orientar a população sobre os fatores que contribuem para uma má qualidade do sono, e ajudar a evitá-los. “As palestras que realizamos tiveram uma grande aceitação”, avaliou Ariston Neto.

Ele revelou que as consequências de um sono ruim acarretam uma série de problemas no dia seguinte, que vão desde o cansaço, irritação e dores de cabeça, até sonolência durante boa parte do tempo – o que acaba implicando diretamente na produtividade do indivíduo. Mas coisas muito mais sérias pelo fato de não se dormir bem podem afetar a saúde humana. Segundo Ariston, a apneia (quando o indivíduo tem pausas na respiração, no meio da noite) é uma das maiores preocupações dos especialistas. “No decorrer do tempo, isso vai provocar muitas alterações cardiovasculares, aumento de pressão arterial, tendência maior para derrames (AVCs)”, explica.

Tratamento

Ariston afirma que o sono tem causas multifatoriais, e seus fatores relacionados às queixas mais frequentes são insônia, pernas irrequietas, ronco e sonambulismo – além da apneia –, entre outros. Mas ele garante que existe tratamento para isso. A intenção do evento também é orientar as pessoas que passam por problemas desse tipo a procurar o profissional indicado. E são vários, em diversas áreas, de neurocirurgiões a psicólogos. O otorrino revela que a maior dificuldade ainda é de se admitir distúrbios relacionados ao sono, afirmando que as mulheres se preocupam em tomar atitudes preventivas mais cedo do que os homens.

Para se ter uma ideia como esse é um problema muito sério, Ariston frisa que já existem muitas empresas de ônibus e de transportes de cargas investido na medicina do sono como maneira de prevenção, uma vez que os motoristas precisam viajar durante a noite e precisam estar atentos.

Ele afirma que, em relação aos especialistas, o país está bem servido para cuidar dessa questão. O maior problema, segundo ele, é em relação à população mais carente ter acesso ao exame diagnóstico, e Petrolina não é diferente. Na cidade, Raquel Coelho conduz o tratamento na Policlínica do HU e na UPA, mas quanto à Polissonografia (exame), a rede pública de saúde local ainda não o disponibiliza. Satisfeito com o resultado da Semana do Sono, Ariston disse esperar que, em 2020, profissionais de outras áreas possam reforçar ainda mais a iniciativa.

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