O imenso espaço abriga mais de meio milhão de fragmentos de detritos pequenos. Esses possuem, em média, o tamanho de uma bolinha de gude e são como “poluições” na órbita da Terra. Há ainda pelo menos 20 mil maiores ou do tamanho de uma bola de tênis. Entre esses objetos, há luvas de astronautas, pedaços de espaçonaves “mortas” e partes de foguetes fora de uso. O tamanho não é, de fato, a medida do risco. Há muito perigo nesses objetos e por isso grandes nações, que fazem lançamentos ao espaço, cuidam para que tudo dê certo e nada se solte por lá. Esse objetos podem ser fatais se atingirem veículos espaciais ativos.

“Os detritos orbitais milimétricos representam maior risco de penetração, devido à alta velocidade de impacto para a maioria das naves operacionais em órbita baixa da Terra”, disse Jer Chyi Liou, cientistas-chefe da Nasa e encarregado dos detritos espaciais.

Mais rápidos que uma bala

Esses pequenos fragmentos podem superar o impacto de uma bala em movimento, atingindo a velocidade de 48 mil km/h. No início de fevereiro, em Viena, durante o 55° Encontro do Subcomitê Científico e Técnico para o Uso Pacífico do Espaço, Liou contou detalhes sobre essa situação dos detritos espaciais. Além disso, falou sobre as operações e pesquisas da agência espacial americana. Somente no ano de 2017, 86 lançamentos ao redor do mundo colocaram mais de 400 espaçonaves em órbita ao redor do nosso planeta.

“A quantidade total de material (lixo espacial) na órbita da Terra é de mais de 7,6 mil toneladas. Cerca de 23 mil objetos grandes estão sendo rastreados pela Rede de Vigilância Espacial (SSN, na sigla em inglês) do Comando Estratégico dos Estados Unidos. Além disso, há dezenas de milhões de detritos pequenos demais para serem rastreados pelo SSN, mas ainda grandes o suficiente para ameaçarem as viagens espaciais tripuladas e as missões com robôs”, disse Liou.

Além disso, também existe o risco conhecido como Síndrome de Kessler ou Efeito Kessler. Esse consiste em uma peça de detrito se rompendo e atingindo outra. Isso gera um efeito cascata que pode acabar “poluindo” a órbita de satélites ativos. O nosso espaço já faz parte da vida cotidiana. Ele é usado desde as telecomunicações ao monitoramento de desastres, e assim, a perda de algum satélite é um problema bastante significativo. Esses detritos rápidos como uma bala, ou até mais, podem danificar totalmente qualquer nave ou satélite ativos.

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