Os dinossauros viveram na Terra no início do período Jurássico, há exatamente 225 milhões de anos, até o final do período Cretáceo, por volta de 65 milhões de anos atrás. A divergência dos arcossauros aconteceu há cerca de 230 milhões de anos atrás, no período Triássico, quando a extinção Permo-Triássica eliminou aproximadamente 95% da vida existente na Terra. A palavra Dinossauro, no entanto, foi usada pela primeira vez pelo paleontólogo e anatomista inglês, Richard Owen, em 1842.

Mesmo tendo sido eliminados da Terra, os Dinossauros seguem sendo objeto de estudo de diversos cientistas. E vira e mexe, aparece uma novidade sobre esses seres. Quer saber da última? Prepare-se porque é de deixar qualquer um de boca aberta. Paleontologistas acabam de desenterrar, no sudoeste da França, um osso de dinossauro de dois metros.

Acredita-se que o osso, que pesa cerca de meia tonelada, pertencia a um dinossauro saurópode gigante. A uma espécie de dinossauros, a quem o osso pertence, possuía uma dieta rica em plantas. O saurópode, para quem não sabe, é aquele que possui o pescoço longo. É considerada também a maior espécie de animais que já andaram na Terra.

De acordo com os pesquisadores, o osso, desenterrado de um local rico em fósseis, tem cerca de 140 milhões de anos. A área, localizada perto da cidade de Cognac, teria sido um pântano na época em que o dinossauro gigante viveu. A área é única em toda a Europa, já tendo revelado cerca de 7.500 ossos, pertencentes a 45 espécies diferentes de dinossauros. As escavações ocorrem na área desde 2010.

Os paleontologistas têm trabalhado para reconstituir um esqueleto saurópode. Até o momento, a equipe de cientistas já reconstruiu 50% dele.

Brasil

Os dinossauros não existiram apenas na Europa, tá? Neste ano, cientistas também descobriram uma nova espécie de dinossauro. Sabe onde? No Paraná. De acordo com especialistas, o animal tinha uma garra no pé, em formato de lâmina. Acredita-se que a espécie descoberta era de um grupo de dinossauros carnívoros, que se alimentavam de pequenos animais.

O animal possuía cerca de 80 centímetros de altura e 1,5 metros de comprimento. Isso significa que o dinossauro era pequeno, com braços curtos e bípede (cujo peso do corpo se sustenta no dedo central dos pés). A espécie descoberta ganhou o nome de Vespersaurus paranaensis. É considerado um espécime inédito no mundo, ainda mais por ter sido encontrado na região de Cruzeiro do Oeste, município de 21 mil habitantes, no Noroeste do estado.

Até o momento, foi o único dinossauro que pode ter vivido em terras brasileiras. Estudos indicam que o animal teria vivido aqui, há cerca 90 milhões de anos, no período Cretáceo. A espécie foi encontrada no mesmo sítio paleontológico em que descobriram o lagarto Gueragama sulamericana e outros indivíduos do pterossauro Caiuajara debruskii. O nome saiu da junção de vésper (oeste, em latim, como homenagem à cidade em que ele foi encontrado) e saurus (lagarto, também em latim).

O Vespersaurus paranaensis pertence ao subgrupo Noasaurinae, que inclui dinossauros pequenos, até então conhecidos apenas na Argentina e em Madagascar. Estudiosos acreditam que também há possíveis registros do grupo na Índia. A descoberta mostra que essas terras estiveram unidas, com provável conexão com a Antártica.

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