Pedidos de bloqueio realçam a fortuna de Lula

O maior problema político de Lula não é o fato de ele ter ficado parecido com os
políticos que atacava. Seu principal drama é a evidência de que Lula ficou muito
diferente do que diz ser. Num instante em que Lula percorre o país como defensor
dos pobres, a Procuradoria pede, em Brasília, o sequestro de seus bens e de seu
filho Luís Cláudio no montante de R$ 24 milhões.

A defesa de Lula contestou o pedido. Sustentou não haver provas contra ele na
Operação Zelotes. Mas não disse nenhuma palavra sobre o valor requerido pelo
Ministério Público Federal.

Lula atravessou ileso o escândalo do mensalão. Sobreviveu à ruína produzida por
sua criatura Dilma Rousseff. Alvo de diversos inquéritos e ações penais, mantém a
pose de perseguido. Condenado a 9 anos e meio de cadeia, conserva-se no topo
das pesquisas. Mas deve tornar-se inelegível. E já perdeu aquela aura de político
imbatível. Seu prestígio diminuiu na proporção direta do aumento do seu patrimônio.
Este não foi o primeiro pedido de bloqueio de bens. Sérgio Moro mandara
sequestrar R$ 10 milhões em julho. Quando o Banco Central achou R$ 600 mil
numa conta corrente de Lula, o PT disse em nota que seu líder supremo morreria
de fome. No dia seguinte, descobriram-se mais de R$ 9 milhões em planos de
previdência privada. Lula dizia ser um palestreante de sucesso. Mas delatores da
Odecrecht informaram que as palestras eram mero truque para bancar com dinheiro
sujo os confortos de um benfeitor. A fortuna de Lula não combina com os valores
morais que ele acha que representa.

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