Até o último dia 11 de setembro, Pernambuco registrou 1.022 casos de sífilis congênita, quando a transmissão ocorre da mãe para o bebê durante a gestação. Em todo o ano de 2016 foram 1.507 casos e em 2015, 1.363. A doença é de fácil diagnóstico e tem tratamento disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O ideal seria que toda mulher e seus parceiros sexuais fizessem o teste rápido da doença antes da gravidez. Contudo, diagnosticada durante a gestação, a enfermidade também tem cura, evitando a transmissão para a criança.

Para evitar os casos de sífilis congênita, é de fundamental importância a testagem para sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como HIV, antes da gravidez. De acordo como Ministério da Saúde, todas as gestantes devem realizar teste para sífilis na primeira consulta, repetindo o teste no terceiro trimestre (em torno de 28 semanas) e no momento do parto.

Além dos casos de sífilis congênita, a Secretaria de Saúde de Pernambuco também registra as ocorrências em gestantes e no público em geral (adquirida). No caso das gestantes, foram 870 casos em 2015; 953 em 2016; e 835 em 2017 (até 11.09). Em relação à sífilis adquirida, o total foi de 1.319 casos em 2015; 2.657 em 2016; e 1.829 em 2017.

Doença

A sífilis é uma doença infectocontagiosa sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. A doença não tratada progride ao longo de muitos anos, sendo classificada em sífilis primária, secundária, latente recente, latente tardia e terciária. A transmissão pode ser sexual, vertical ou sanguínea. A via predominante é a sexual, entretanto, a mulher portadora da bactéria durante a gestação pode transmitir para o feto durante todo o período gestacional. O resultado da contaminação do feto pode ser o abortamento, óbito fetal e morte neonatal ou o nascimento de crianças com sífilis.

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