Haddad tem o mesmo carisma de um poste (Montagem sobre foto de Fábio Arantes/Secom)

Com a grande probabilidade de impedimento do ex-presidente Lula, de disputar as eleições de 2018, quando deverá também ser preso, o PT terá que escolher outro nome do partido no lugar do eterno “Deus” petista. Há quem acredite que, na falta de um nome competitivo, Lula e sua patota não teriam outra opção a não ser a de apoiar outro candidato de esquerda, como o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). Todavia, nos bastidores do petismo circula a informação de que o chefão petista já escolheu o nome: seria o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Haddad, como vocês todos sabem, é aquele que levou uma sova no primeiro turno do então desconhecido da população, empresário João Doria (PSDB). O tucano obteve 53,2% dos votos, contra minguados 16,7% do então prefeito petista. Quando deixou a Prefeitura de São Paulo, Haddad só possuía aprovação de 14% da população, conforme pesquisas da época. É com este candidato com péssimo e recente histórico que Lula pretende enfiá-lo goela abaixo dos eleitores no ano que vem.

Pois bem, pesquisa do Instituto Paraná, encomendado pela revista IstoÉ, mostra que a criatura de Lula tem tudo para repetir ou piorar o fiasco das eleições municipais de 2016. Num cenário em que ele substitui Lula, aparece em mísero sétimo lugar, com apenas 3,4% das intenções de voto, à frente apenas do ministro Henrique Meirelles, que tem 2,3%. Nesta simulação o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) lidera com 19,6%, seguido por Marina Silva (Rede) com 15,4% e João Doria com 13,5%. Joaquim Barbosa é o quarto com 8,9%; Ciro Gomes (PDT) o quinto com 7,4% e o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) em sexto com 4,4%.

O leitor pode fazer alguns questionamentos de análise tão pessimista de Haddad. Primeiro, que ainda estamos longe do pleito. Segundo, nas simulações com Lula o chefão petista é o primeiro colocado, podendo transferir votos para o ex-prefeito. E terceiro, há o exemplo do próprio João Doria, que começou a campanha vitoriosa com quase nada nas pesquisas e acabou vencendo. São perguntas válidas, mas fáceis de responder.

Realmente estamos distantes da eleição, temos mais de um ano até lá. Mas o tempo só contaria a favor de Haddad se daqui para lá chovessem notícias boas para o petismo, coisa que dificilmente acontecerá. A provável prisão de Lula e de outras estrelas petistas, aliada às revelações de novas delações – destaque para a do ex-braço direito Antonio Palocci, fazem o tempo contar contra as pretensões eleitorais do ex-prefeito paulistano.

Lula conseguiu eleger Haddad em 2012 dentro de circunstâncias totalmente diferentes de hoje. Ele e o PT ainda não estavam atolados nas denúncias de corrupção como agora. Ademais, o ex-prefeito já não representa uma novidade, já tendo sua experiência administrativa muito mal avaliada pelos paulistanos. E isso acaba por refletir nacionalmente por ter a cidade de São Paulo o peso político e econômico no País.

Por fim, Haddad não possui o potencial de crescimento numa campanha se escorando no carisma pessoal, a exemplo do que aconteceu com Doria. Um poste e Haddad provocam a mesma reação no eleitor: indiferença.

Para ter acesso à pesquisa completa do Instituto Paraná, clique AQUI.

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