Os jarbistas têm bons motivos para explorar o emocional nessa disputa pelo comando do PMDB em Pernambuco, focando na história de Jarbas Vasconcelos, um símbolo do partido. Jarbas é um gigante da política, mas o senador Fernando Bezerra Coelho, que espera presidir a sigla no Estado, não é um político qualquer. Tem inserção nacional, desenvoltura e brilho próprio. Logo, não entraria numa disputa dessa dimensão sem bons argumentos.

A justificativa apresentada à executiva nacional do PMDB – insuficiência do desempenho eleitoral – para pedir a dissolução do diretório estadual do partido, desestabiliza os jarbistas. Daí o desagravo dos amigos de Jarbas, marcado para esta segunda-feira (18). Em 2006, por exemplo, o PMDB pernambucano obteve aproximadamente 400 mil votos para deputado federal, elegendo três representantes para a Câmara dos Deputados. Em 2014 minguou: teve pouco mais de 235 mil votos e elegeu apenas um deputado.

Essa performance deixou a legenda em sétimo lugar em Pernambuco, atrás de partidos sem a tradição e dimensão do PMDB. A nível nacional, o PMDB foi o segundo mais votado. Como se vê, o presidente nacional da sigla, o senador Romero Jucá, está entre a cruz e a espada. Não pode fingir que não vê a estatura política de Jarbas, da mesma forma que não pode deixar de considerar o fraco desempenho eleitoral do partido.

Bem, agora é esperar pelo entendimento que o deputado Baleia Rossi, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, espera construir. Não sendo possível, emitirá um parecer que será levado à deliberação da executiva nacional. A decisão deve sair no início de outubro. As informações são da colunista Marisa Gibson.



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