O PMDB de Pernambuco, que num distante passado já foi o maior partido do Estado, teve nas últimas eleições desempenhos que o aproximam das pequenas legendas. Quando olhamos os resultados, é muito diferente do nacional.

Em 2006, último ano de Jarbas Vasconcelos como governador, o PMDB alcançou aproximadamente 400 mil votos elegendo Cadoca, Raul Henry e Edgar Moury Fernandes. Em 2010, quando Eduardo Campos foi reeleito derrotando Jarbas, o PMDB contabilizou pouco mais de 160 mil votos, elegendo apenas um deputado federal.

Mas vamos olhar ainda com mais cuidado os números de 2014, quando o PMDB estava de volta à Frente Popular e com a vaga de vice-governador na chapa majoritária. O partido teve cerca de 235 mil votos, elegendo somente Jarbas para a Câmara Federal. O PMDB foi o sétimo colocado no ranking estadual, ficando atrás de PR, PP e PTB.

Quando comparamos 2006 com 2014, vemos que a legenda encolheu 40% de seu alcance em menos de uma década. Os resultados para deputado federal, como é sabido, são de importância estratégica para o fortalecimento dos partidos, tendo em vista critérios de distribuição de fundo partidário, tempo de rádio e tv e protagonismo de ação política no Poder Legislativo, considerando princípio da proporcionalidade na participação em mesa, comissões e relatorias.

Ano passado tivemos eleições municipais e o desempenho do PMDB mais uma vez deixou a desejar, sem qualquer presença efetiva na Região Metropolitana, um antigo reduto peemedebista e onde vive a maior parte dos eleitores. Enquanto nacionalmente o partido foi o que mais cresceu, sendo o segundo mais votado do Brasil, em Pernambuco foi o sexto, ficando atrás de PSB, PTB e PR.

O PMDB precisa recuperar seu protagonismo estadual, o que ocorrerá em 2018, com o ingresso de um senador da República, três deputados federais e dezenas de prefeitos, com perspectivas concretas e reais de um melhor desempenho os resultados nacionais do partido. Diante dos números, não dá para subestimar os argumentos que embasaram o pedido de dissolução do diretório estadual do PMDB. A chegada do senador Fernando Bezerra Coelho representa uma alternativa que oferece a chance indiscutível de ampliar a representação da bancada federal e, quem sabe, voltar ao comando do governo estadual.



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