POPULAÇÃO NÃO QUER ‘INTERVENÇÃO EXTERNA’ NA VENEZUELA, DIZ TEMER

Após jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes da América Latina, o presidente Michel Temer comentou a crise na Venezuela e a possibilidade de uma intervenção externa no país vizinho.
“As pessoas querem que lá se estabeleça a democracia, não querem uma intervenção externa, naturalmente. Mas querem manifestações que se ampliem, dos países que aqui estão para os países da América Latina, para os países caribenhos, de maneira a pressionar a solução democrática na Venezuela”, disse Temer.

O que significa a medida ousada da Venezuela ao descartar vender petróleo por dólares?
As palavras do presidente brasileiro contrastam com o pronunciamento de Trump. O republicano afirmou estar disposto a tomar “medidas adicionais se o governo da Venezuela persistir no caminho de impôr um governo autoritário sobre o povo venezuelano”. Em agosto, Trump afirmou que não descartava a “opção militar” para lidar com Caracas.
Também participaram do encontro Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, Juan Carlos Varela, presidente do Panamá e Gabriela Michetti, vice-presidente da Argentina.

Temer afirmou ter falado junto com o presidente colombiano sobre a crise de refugiados para Trump. Segundo o mandatário brasileiro, são mais de 30 mil refugiados venezuelanos no Brasil.

A possibilidade de sanções também foi discutida, mas seriam medidas apenas verbais. “Falou-se em sanções, mas as sanções são sanções, digamos, verbais, são palavras democráticas, são palavras diplomáticas”, disse Temer.

Para o presidente brasileiro, Brasília pode ajudar humanitariamente ao mandar remédios e medicamentos, mas a “questão política” já é “uma questão que cabe ao povo venezuelano”.

Temer também contou ter recebido Leopoldo López e que mantém contatos com parentes do líder oposicionista.



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