Nada como uma boa cervejinha para adentrar no final de semana. Ou você é daqueles que prefere um bom whisky com água de coco? Não importa qual o tipo de bebida alcoólica você prefere, tenho certeza que o seu corpo sente os efeitos colaterais. Uma das consequências mais comuns entre quem bebe, é o famoso apagão. Ele acontece de repente. Em um primeiro momento você está rindo e se divertindo, para logo depois, a sua cabeça parar de registrar os eventos a sua volta. Se você não bebe, com certeza está achando tudo isso um horror, porém, se você gosta de umas e outras, já está habituado a essa realidade.

O psiquiatra Charles F. Zorumski escreveu um artigo para a Scientific American explicando, didaticamente, porque você sofre um apagão quando bebe demais. Vem comigo entender um pouco mais sobre esse fenômeno.

Perda de memória

É quase certo que você já ouviu falar sobre amnésia retrógrada. Basicamente, ela é a perda de capacidade do cérebro de formar novas memórias durante um espaço delimitado de tempo. Em outras palavras, você torna-se incapaz de produzir e armazenar memórias. Mas você quer sinceridade? Na prática, os neurologistas não sabem exatamente o motivo desse fenômeno acontecer. Alguns pesquisadores acreditam que a bebida alcoólica prejudica a memória por matar algumas células do cérebro , mas é improvável que esse seja o motivo do apagão. Isso porque as células do cérebro morrem sim com o consumo, mas depois de um certo tempo de uso.

Porém, na realização do estudo, Charles F. Zorumski percebeu que o álcool prejudica a chamada potenciação a longo prazo das sinapses nas células piramidais do hipocampo (conseguiu acompanhar?). O álcool altera a atividade de certos receptores de glutamato, aumentando assim a produção de hormônios esteroides específicos. Isso, por sua vez, retarda a potencialização de longo prazo das sinapses do hipocampo. Nos testes feitos com rato, descobriu-se que para que esse fenômeno aconteça, é necessário uma concentração de álcool no sangue de cerca de 300 miligramas por decilitro.

Quantidade nos seres humanos

No ser humano não existe uma quantidade exata, uma vez que a porcentagem irá variar de pessoa para pessoa. Nota-se que pessoas que bebem rápido demais, estão mais propensas ao fenômeno do esquecimento. Se por acaso a pessoa estiver fazendo uso de algum remédio, como o benzodiazepínicos, a perda de memória pode ser muito mais potencializada. Apesar do pouco conhecimento dos “porquês”, não há dúvida de que o álcool influencia na memória a curto e longo prazo. Para evitar que o fenômeno aconteça, uma boa pedida é diminuir a quantidade que está sendo consumida e também a velocidade.

E você, já sofreu com o famoso blecaute? Conta o seu caso para a gente, e claro, compartilha essa notícia nas suas redes sociais. Para você que se lembra de tudo no outro dia e diz que esqueceu só para não agravar a vergonha moral, aquele abraço.

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