Sem meias palavras, o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, em entrevista ao programa Super Manhã, da Rádio Jornal, afirmou que a celeuma em torno da Compesa é mais uma vez devido ao ano eleitoral.

“Geralmente em ano eleitoral esse assunto volta à tona, o que eu acho que prejudica a cidade de Petrolina”, salientou.

No entanto, Tavares desconversou ao ser questionado sobre a possibilidade do governador Paulo Câmara está dando um tratamento diferenciado ao município devido ao rompimento político com o senador Fernando Bezerra Coelho, pai do prefeito Miguel Coelho.

“Justamente ao contrário, o governador Paulo Câmara me determinou que fosse para Brasília para conseguir o empréstimo para Petrolina. Nós assinamos esse empréstimo, é público está em todos os jornais, no dia 29 de dezembro assinamos um contrato de empréstimo, ou seja, tomando um dinheiro emprestado para pagar em 20 anos do FGTS de R$ 38 milhões para Petrolina”, assegurou.

Demonstrando preocupação Roberto Tavares relembrou que Petrolina já perdeu muito tempo entre os anos de 2001 e 2007 quando ficou nesta briga pela privatização dos serviços.

“Ficou naquela briga de municipaliza, disputa judicial, acho que é uma coisa que afetou os investimentos em Petrolina”

De acordo com Tavares em 2017, na gestão do ex-prefeito Odacy Amorim, a Compesa assinou um novo contrato de concessão até o ano de 2037 que permitiu o investimento de mais de R$ 150 milhões no município.

“Investimentos comemorados em toda a cidade por lideranças comunitárias, o próprio prefeito Miguel esteve conosco tanto na estação de tratamento de água nova, que é o sistema Vitória, que era um sistema almejado pelos petrolinenses, teve vendo a nossa estação de tratamento de esgoto que é modelo em todo o nordeste”, pontuou.

Apesar de reconhecer que o município tem o direito de escolher quem quer operar, ele disse acreditar em um entendimento na reunião do próximo dia 25 com o prefeito Miguel Coelho.

“Petrolina tem graves problemas a serem enfrentados com relação a esgotamento sanitário por conta das bacias do Dom Avelar e Antônio Cassimiro, falei para o prefeito Miguel que estou disposto a assumir toda a responsabilidade desde que coloque na mesa qual é o planejamento, quais são as prioridades e possamos executar como executamos as obras que nos comprometemos nos último dez anos”,  concluiu.

Ouça o áudio da entrevista:

WP

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