O coordenador do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, Eduardo Benones, entrou em confronto direto com o governador eleito Wilson Witzel.

Para ele, os policiais que executarem sumariamente criminosos portando fuzis serão investigados e poderão ser denunciados por homicídio.

Tudo indica que, no entendimento do procurador, um criminoso portando um fuzil não representa um risco para a sociedade.

“Quando chegar o caso concreto, quem vai avaliar não é o governador, é quem estiver investigando. Não se pode aproveitar o medo da sociedade e construir e impor uma narrativa”, disse Benones, jogando um ‘balde de água fria’ na pretensão de Witzel.

“As pessoas perderam a capacidade de raciocinar. Os meios não justificam nem santificam os fins. Neste caso, o meio é questionável e os fins não estão claros. Não há como controlar as consequências para o policial, nem mesmo o sniper. É injusto com o policial. Não existe licença para matar, isso é só em filme de James Bond”, arrematou o procurador.

Ora, o caso concreto é um criminoso desfilando pelas ruas portando um fuzil.

Não se trata de ‘licença para matar’.

A questão é de Legítima Defesa da sociedade.

Simples assim…

Fonte: O Dia

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