Poucos meninos conseguem alcançar o sonho de se tornar um jogador de futebol no país. Que dirá então, quando esse sonho parte de uma menina. Mas para a jovem Ana Caroline, dificuldade pouca foi bobagem.

Natural de Juazeiro, ela começou por volta dos seis anos, vendo o irmão mais velho jogar com os amigos. A partir de então se empolgou, fazendo sua mãe levá-la a escolinhas de futebol da cidade. Aos 14, já demonstrando muita velocidade e força física, seguiu para Araraquara, Interior de São Paulo, onde passou por um ‘peneirão’ no time da Ferroviária. A mãe a acompanhou e ficou com ela por duas semanas. Após esse período, ela acreditou que a filha deveria retornar a Juazeiro, mas já não dava.

Após ser aprovada no teste, em 2008, a carreira de Carol Baiana – como passou a ser chamada – só fez crescer. Tentou ir para o Flamengo (RJ), mas a falta de patrocínio foi um empecilho, e acabou tendo uma passagem rápida pelo Bangu (RJ) e depois no Vitória de Santo Antão, considerado na época uma referência no futebol feminino brasileiro. Nesse ínterim, Carol terminou o ensino médio, mas percebeu que estava novamente numa zona de conforto que não gostaria.

Ela chegou a jogar duas Copas Mundiais (no Japão e Canadá) com a seleção brasileira Sub-20. Foi então que veio a chance de se transferir para a Universidade da Flórida (EUA). Dentro de campo, chegou a fazer um golaço de bicicleta pelo time norte-americano, em 2015. fora das quatro linhas, formou-se em business (negócios, em português).

Guerreira

Com diploma garantido para pensar o que vai fazer quando parar de jogar profissionalmente, Carol Baiana quer mesmo é recuperar o tempo perdido por conta de uma grave lesão que teve, após cinco partidas no time do Bordeaux (França), quando rompeu o ligamento cruzado do joelho direito. Ela acredita que esse problema a atrapalhou em seu projeto de atuar pela seleção de Marta e companhia. Atualmente a atleta fechou contrato de dois anos com outro time francês, o Dijon, e está otimista em fazer parte do elenco canarinho.

Sobre sua decisão de ser uma jogadora, Carol disse não ter dúvidas de que foi isso que sempre quis. “Muitas barreiras foram enfrentadas, mas tive muita determinação e sempre soube que era isso o que eu queria fazer”, contou ela ao Carlos Britto Talk Show. Ele frisou que ainda pretende atuar de oito a dez anos fora do país, mas aonde quer que vá, carrega suas raízes nordestinas. “A gente se encanta com a Europa, com os Estados Unidos, mas não podemos nos esquecer de onde viemos, as pessoas que nos ajudaram e de quem você é”, finalizou. Perdeu a entrevista? É só acessar o link disponibilizado pelo Blog.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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