Reforma da Previdência | Planalto: Aposentadoria de Temer mostra urgência de mudança

o Palácio do Planalto reconheceu que Michel Temer
aposentou-se precocemente. “Realmente alcançou aos 55 anos o direito ao
benefício”, informa o texto. A manifestação é uma resposta ao artigo veiculado sobre o cinismo da campanha publicitária em que o governo critica privilégios previdenciários dos quais o presidente é beneficiário direto. Para o Planalto, o privilégio de Temer não envenena a propaganda oficial. Ao contrário,“demonstra a necessidade de atualizar o regime previdenciário, pois, aos 77 anos, o presidente continua trabalhando intensamente pelo país.”

 

Assina a nota Márcio de Freitas, secretário especial de Comunicação Social da
Presidência da República. Ele informa que o expediente diário de Temer dura até
15 horas. “Começa a trabalhar às sete, oito horas da manhã, ao telefone para
buscar soluções para o país”, anota o documento. ”Jornalistas testemunham
rotineiramente a atividade no Palácio do Planalto todos os dias. Não raro a jornada
do presidente chega às 22 horas.” Para Márcio, cínico mesmo é o “colunista
ocioso”, que insinua que o presidente trabalha pouco.

 

Nos últimos cinco meses, a jornada de mouro a que Temer se submete “pelo país”
mostrou-se mais efetiva na compra —com emendas orçamentárias e cargos— do
apoio congressual que resultou no congelamento de duas denúncias. As peças da
Procuradoria fizeram de Temer o primeiro presidente da história a ser formalmente
acusado, em pleno exercício do mandato, de corrupção passiva, obstrução à
Justiça e formação de organização criminosa.

 

O presidente preferiu manter sua reputação sub judici a permitir que o Supremo
Tribunal Federal verificasse se as denúncias são consistentes, como alegam o
Ministério Público e a Polícia Federal, ou ineptas. O esforço para obter o
congelamento das investigações esfriou também o ânimo dos parlamentares em
relação à reforma da Previdência. Lipoaspirada e desfigurada, a reforma converteuse
em minirreforma. E não não há, por ora, segurança quanto à aprovação. Sobre
tudo isso, o auxiliar de Temer não disse nada.

Vai abaixo a íntegra da nota do Planalto:

O presidente Michel Temer começa a trabalhar às sete, oito horas da manhã, ao
telefone para buscar soluções para o país. Jornalistas testemunham rotineiramente
a atividade no Palácio do Planalto todos os dias. Não raro a jornada do presidente
chega às 22 horas. Cinismo é colunista ocioso dizer que o presidente trabalha
pouco, o que é a demonstração cabal de que o jornalismo abandonou a prática
básica da apuração.
Michel Temer respeita o teto salarial desde que assumiu a vice-presidência da
República, percebendo R$ 33,8 (valor bruto) entre vencimento mensal e
aposentadoria. Realmente alcançou aos 55 anos o direito ao benefício, o que
demonstra a necessidade de atualizar o regime previdenciário, pois, aos 77 anos, o
presidente continua trabalhando intensamente pelo país.”
Márcio de Freitas
Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República

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