Depois da ameaça velada feita ao vereador da bancada de oposição, Professor Gilmar Santos (PT), semana passada, o governista Ronaldo Cancão (PTB) se voltou desta vez para os representantes da imprensa local que acompanham as sessões semanais da Casa Plínio Amorim. Por meio de um Projeto de Resolução (004/18), de sua autoria, Cancão propôs alterar dispositivos do Regimento Interno da Casa referentes ao trabalho dos profissionais de comunicação no plenário.

O vereador citou o artigo 230 do Regimento Interno do Legislativo Municipal (de 1988), o qual determina o credenciamento desses profissionais para ter acesso ao plenário. Segundo Cancão, o que ainda não havia era um regulamento sobre o artigo. “Não inventei a lei. Só estou regulamentando. Jornalista não está impedido de fazer seu trabalho, mas tem de se credenciar”, destacou.

Ele argumentou ainda que essa mesma determinação acontece em várias casas legislativas do país das quais se inteirou do assunto – a exemplo de Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e São José dos Campos (SP). Disse também que poderia, em sua proposta, cobrar o registro profissional (DRT) dos jornalistas, repórteres e blogueiros que cobrem as sessões, mas preferiu não incluir esse item no projeto. Procurando minimizar a controvérsia, Cancão frisou “que não tem medo da imprensa”, e sim “respeito”.

O discurso do vereador, no entanto, não encontrou ressonância nos demais pares da Casa. Tanto integrantes da oposição quanto da situação fizeram fortes ressalvas ao projeto. Até o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), que costuma evitar entrar em embates, também não viu com bons olhos a proposta, deixando claro seu posicionamento. “Essa prerrogativa é do presidente”, declarou.

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