Nomeado líder do Governo Miguel Coelho na Casa Plínio Amorim desde o início da atual legislatura, o vereador Ruy Wanderley (PSC) admitiu pela primeira vez a possibilidade de entregar essa tarefa a outro companheiro de bancada. Em entrevista à imprensa, no entanto, ele descartou que sua reavaliação tenha a ver com o fato dos governistas terem respaldado, na sessão desta terça-feira (28), um requerimento de autoria do vereador oposicionista, Professor Gilmar Santos (PT).

O requerimento (404/17), que acabou gerando o envio de uma nova pauta de votação, solicita do Executivo informações sobre o funcionamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, incluindo uma lista de equipamentos, veículos e cargos comissionados e efetivos da Pasta. Mas o fato é que nove governistas – Gaturiano Cigano, Alex de Jesus, Ronaldo Silva, Elismar Gonçalves, Osinaldo Souza, Rodrigo Araújo, Ronaldo Cancão, Edilsão do Trânsito e o próprio Ruy – votaram a favor do requerimento.

Apesar disso, o líder da bancada nega um ‘racha’ entre os integrantes. Também assegurou que a aprovação ao requerimento de Gilmar não se trata de recado de nenhum vereador do grupo supostamente insatisfeito com o prefeito Miguel Coelho (PSB). Até porque, caso haja alguma insatisfação, os vereadores aliados externam seus pontos de vista para os secretários ou para o próprio Miguel.

Ruy também deixou claro, quantos aos requerimentos da oposição ou situação, que esse assunto vem sendo constantemente discutido entre sua bancada e, sempre que houver a necessidade de aprovar (como ocorreu hoje), seus colegas tomarão o posicionamento mais adequado.

A gente não pode estar aqui derrubando requerimentos só porque o cara é da oposição. As informações estão no Portal da Transparência, sem problemas. Então por que a gente vai negar o acesso a essas informações? O Governo Miguel Coelho não tem nada a esconder. Nós aprovamos porque entendemos que tem de haver transparência”, declarou Ruy, ressaltando ainda que esse também é o papel de todo vereador.

Assessores

Mesmo assim, Ruy demonstra-se incomodado no cargo de líder devido a constantes intervenções de alguns assessores do prefeito no trabalho da bancada. Na sessão desta terça, por exemplo, um deles reprendeu uma funcionária de carreira da Casa, por ter reenviado a pauta do dia com o requerimento de Gilmar, quando a primeira (enviada ontem às 13h, conforme o Regimento) não continha. O líder, mesmo reconhecendo não ser do perfil do assessor agir da forma como agiu, criticou a atitude.

Ele também reclamou da presença dos assessores em todas as sessões plenárias. “Na época que fui oposição a Guilherme Coelho não tinha isso, nem com os prefeitos Fernando Bezerra e Odacy Amorim. Tinha no Governo Julio Lossio, e eu continuo sendo contra, mesmo aliado do prefeito Miguel Coelho”, frisou. “É inadmissível essa quantidade de assessores no plenário”, completou.

Dizendo não ser vereador de aceitar que ninguém lhe puxe pelo paletó, Ruy ratificou que foi eleito para defender os direitos dos petrolinenses e não admitirá nenhum assessor lhe dizendo o que tem de fazer ou como agir. Perguntado se estaria disposto a entregar a liderança da bancada por causa disso, Ruy afirmou que deve tratar do assunto com os demais pares e com Miguel. “Eu tenho dito para vocês, ao longo desses meses, que a gente tem avaliado. Vou conversar com o prefeito, sou aliado dele e foi ele quem me escolheu. Mas essa conversa vai ser entre eu, Miguel Coelho e a nossa bancada”, finalizou.

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