Em 13 de Outubro 2017

A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou, no início
da noite desta quinta-feira (12), o balanço da criminalidade no mês de
setembro. O número de homicídios permaneceu estável em relação ao mês anterior,
com 411 casos – em agosto, haviam sido registrados 412. O acumulado dos
primeiros nove meses do ano, entretanto, já chega a 4.145 assassinatos, o que é
31,5% maior que o total de 3.152 contabilizado no mesmo período de 2016.
“Estamos trabalhando intensamente para reduzir os CVLIs e
teremos, nos próximos meses, resultados melhores. Já prendemos mais de 24 mil
pessoas em 2017, sendo 1.772 homicidas. Das 411 pessoas vitimadas em setembro,
57% tinham relação com o tráfico de drogas e outras atividades criminais, sendo
mortas pela própria criminalidade, 16% resultaram de conflitos na comunidade,
3% foram latrocínio, 1% conflitos familiares e 1% foram feminicídio”, detalhou
o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, via assessoria de imprensa.
A SDS ressaltou a queda no número de Crimes Violentos
contra o Patrimônio (CVP), que englobam as diversas modalidades de roubos e
assaltos. Foi a segunda redução consecutiva e o menor índice desde fevereiro de
2016. Segundo as estatísticas, houve 8.935 CVPs, contra 10.636 no mês anterior,
representando uma queda de 16%.
Destaque para os roubos a ônibus, modalidade que teve a
maior queda, segundo a secretaria: foram 75 casos em setembro, 52% a menos que
em agosto. O Sindicato dos Rodoviários tem dados diferentes, que já indicam
mais de três mil assaltos a ônibus em 2017. Para a SDS, foram 1.204. A pasta
destacou que “esses são os dados oficiais, consolidados pela Gerência de
Análise e Estatística Criminal (Gace) e obtidos por meio do cruzamento de
informações policiais e ocorrências registradas obrigatoriamente pelas
empresas”. Eles “incluem BRTs e demais casos, mesmo não havendo subtração da
renda dos veículos”.
Os roubos de veículos também caíram, de 1.715 casos, em
agosto, para 1.455, em setembro (-15,2%). O cenário é o mesmo dos roubos a
bancos consumados, que caíram de nove para dois (-78%). Nesse período, a
produtividade policial somou 2.111 pessoas autuadas em flagrante e 421 por ato
infracional, 541 cumprimentos de mandados de prisão, 507 armas apreendidas e
391 ações de combate ao tráfico de drogas.
“Os crimes contra o patrimônio têm relação direta com a
sensação de segurança. Em um período de 20 meses, setembro teve a menor
estatística de pessoas vitimadas, ameaçadas e com perda de seus bens para bandidos”,
afirmou Pádua. “O reforço do efetivo, com 1,5 mil novos policiais militares,
usando os bonés laranjas, e a ampliação das operações nos principais
corredores, por meio da Força-tarefa Coletivos, estão surtindo efeito”, disse.

Outro índice que caiu foi o de estupros de mulheres.
Houve 162 casos em setembro, ante 178, em agosto (-9%). Houve ainda 2.519
vítimas de violência doméstica e familiar, contra 2.672 em agosto (-5,8%).

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