A secretária de Saúde de Petrolina, Magnilde Albuquerque, engrossou o discurso dos governistas na Casa Plínio Amorim ao discordar de que o prefeito Miguel Coelho (PSB) esteja reclamando demais da gestão passada e deixando de fazer sua parte, como sugeriu o líder da oposição, vereador Paulo Valgueiro (PMDB). “A gente não trabalha olhando pelo retrovisor. A gente trabalha com consequências desse retrovisor”, afirmou Magnilde à imprensa, momentos antes de prestar contas do segundo quadrimestre deste ano referente a ações de sua Pasta, na manhã de ontem (17), na Casa Plínio Amorim.

Ela disse ainda que muitas coisas ainda não foram tiradas do papel justamente porque a atual administração “tem um retrovisor” (referindo-se às dívidas deixadas pelo Governo Julio Lossio).

Magnilde, no entanto, se mostrou otimista em relação aos próximos anos do mandato de Miguel. “Se a gente conseguiu fazer, até agora, o que a gente fez, com o que tinha, imagine o que não conseguiremos daqui para frente”, afirmou.

A secretária explicou que, a partir do momento em que sua equipe estiver reunida, uma vez que ficou dividida até agora devido às dificuldades estruturais com que se deparou ao assumir a Pasta, há dez meses, a realidade deverá ser outra. “Depois que a gente conseguir eliminar as dívidas, reestruturar a Secretaria e voltar para o prédio, com condições melhores de trabalho das próprias unidades, com treinamento, é claro que a gente vai fazer muito mais”, declarou.

Contestação

Perguntada quando iria apresentar o relatório do primeiro quadrimestre, já que da última vez em que esteve na Câmara teria mostrado apenas um plano de metas, Magnilde contestou. “Está havendo algum engano. Na primeira vez em que estive aqui, eu apresentei, sim, o relatório do primeiro quadrimestre. Agora estou trazendo o relatório do segundo, inclusive com os mesmos dados, para que os vereadores presentes possam comparar a evolução da secretaria”, frisou.

Magnilde preferiu desconversar sobre rumores de que o prefeito já estaria pensando em promover mudanças no primeiro escalão. “Essa pergunta tem de ser feita ao prefeito. Mas o cargo é realmente dele. Quem ele quiser mudar, ele tem esse direito”, afirmou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Please enter your name here