Edilene dos Santos, vítima de feminicídio em Sobradinho (BA).
Foto: Arquivo pessoal

No último final de semana, um feminicídio chocou a população do município de Sobradinho, norte da Bahia. A vítima, identificada como Edilene dos Santos, 27 anos, foi morta em casa pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento por cerca de oito anos e teria confessado o crime. Outro fato que chocou a todos foi a informação de que, após o crime, ele continuou na residência por dois dias, saindo e voltando como se nada tivesse acontecido.

A família da vítima entrou em contato com a reportagem do programa Carlos Britto para falar sobre o caso e cobrar explicações da justiça, para que o acusado seja preso. Maria de Lourdes, irmã de Edilene, disse que os dois estavam separados há alguns meses. “Ela estava separada há cerca de quatro meses e tinha saído com as amigas. E foi aí que ele foi atrás. Lá, chamou para conversar, ela já tinha bebido um pouco, foi com ele. Ela caiu na conversa”, revelou.

A irmã contou que na sexta-feira (13) ainda conversou com Edilene, que iria para a zona rural, onde sua família estava, para ver a filha de quatro anos, mas no sábado (14) não conseguiu mais contato com a vítima. No dia seguinte Maria de Lourdes e a família foram informadas do seu assassinato.

A frieza do assassino também impressiona. “Depois de ter matado ela, ele bebeu horrores, curtiu. Passou a noite curtindo. Ia na casa, tomava banho, com ela dentro de casa, e saía para beber”, contou a irmã. Ele teria se apresentado na Delegacia de polícia Civil (PC) e confessado o crime, mas não foi preso por não ter havido flagrante.

O laudo médico do IML ainda não foi liberado, mas segundo a família de Edilene, ela foi morta por asfixia.

Relacionamento

Sobre o relacionamento com o ex-companheiro, Maria de Lourdes disse que ele perseguia a irmã após a separação. “Ele seguia ela em todos os locais. Na escola ela não podia sair na esquina, que ele estava atrás dela. Aí ela confiou demais, e foi onde aconteceu [assassinato]”.

Já sobre os boatos de que uma suposta gravidez teria motivado o crime, a família nega. “Ela tinha feito exames para começar a trabalhar e ela não estava grávida. Não tem explicação, ele não tinha o direito de tirar a vida dela. E mesmo se ela estivesse, ele não tinha o direito porque mulher não é propriedade de ninguém”. A família pede que o crime não fique impune.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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