O suspeito de matar a tiros um jovem de 20 anos no
Alto de Ondina, em Salvador, no último domingo (1º), foi morto em confronto com
policiais militares nesta quinta-feira (5), segundo informações divulgadas pela
Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
Ycaro Caldas Fonseca, conhecido como “Fantasmão”, que
também tinha 20 anos, estava com um mandado de prisão em aberto pelo crime
contra Rafael Santos Silva.
O suspeito ainda é apontado pela polícia como integrante
da quadrilha responsável pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do
médico Márcio Espínola Ramos, crime ocorrido no carnaval de 2013 de Salvador,
quando Ycaro ainda era menor de idade.
Na época, o médico morreu após ser agredido durante um
assalto quando ia com um amigo em direção ao Rio Vermelho à procura de um
táxi. Outros suspeitos de envolvimento no crime foram presos na ocasião.
Ycaro foi localizado, na tarde desta quinta, escondido no
Vale das Pedrinhas. Abordado por uma guarnição do Garra, unidade do Esquadrão
Águia, na Rua do Eco, ele trocou tiros com os policiais e acabou atingido.
Segundo a SSP, o suspeito chegou a ser encaminhado ao
Hospital Geral do Estado, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele a polícia
disse ter apreendido um revólver calibre 38.
Conforme a SSP, Ycaro já possuía envolvimento com uma
facção criminosa e também é apontado como suspeito de espalhar uma série de
boatos de toque de recolher no Alto de Ondina, conforme denúncias anônimas da
população enviadas à polícia.
Ainda segundo a polícia, Ycaro já havia sido preso em
flagrante, em abril deste ano, por tráfico de drogas.
Segundo familiares, o médico foi agredido no momento em
que buscava um táxi, no bairro do Rio Vermelho, após se divertir no carnaval de
2013 de Salvador.
O pai da vítima, Rivadázio Espínola, contou na ocasião
que seu filho passou por uma cirurgia para drenar sangue na cabeça. Segundo
parentes, o médico saía do camarote, no bairro de Ondina, parte do circuito
Dodô, junto com um amigo, e caminhou até o bairro do Rio Vermelho para buscar
um táxi, quando eles foram abordados por dois homens, que anunciaram o assalto.
Parentes contaram que o amigo teve um cordão de ouro
roubado e o médico reagiu à ação, sendo agredido com um murro. Após a agressão,
segundo parentes, ele caiu no chão, bateu a cabeça e levou chutes por parte dos
suspeitos. A vítima foi levada, primeiro, para o Hospital Geral do Estado (HGE)
e, em seguida, transferida para o Santa Izabel.
O médico, no entanto, teve uma parada cardíaca e morreu.
O enterro foi realizado no dia 18 de fevereiro em Juazeiro, norte da Bahia. Em
depoimento à polícia, um dos suspeitos de participação no crime chegou a dizer
que a corrente roubada “era tão fina que não a venderia nem por R$ 100”.



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