Temer corta 87% do orçamento do esporte e atletas ficarão sem patrocínio

Governo de Michel Temer anuncia um corte de 87% no orçamento do Ministério do Esporte, que poderá acabar com o programa Bolsa Atleta; rubrica “preparação de atletas e capacitação de recursos humanos para o esporte de alto rendimento”, caiu de 56,6 milhões em 2017 para R$ 7,2 milhões na LOA de 2018.

O governo ainda não divulgou os beneficiários do primeiro edital do Bolsa Atleta de 2017, mas, no ano passado, os mais de 6 mil beneficiados custaram mais de R$ 90 milhões ao governo. Para este ano, as regras são exatamente as mesmas e o número de beneficiados deve subir, pois há cinco novos esportes no programa olímpico.

A rubrica “preparação de atletas e capacitação de recursos humanos para o esporte de alto rendimento”, caiu de 56,6 milhões em 2017 para R$ 7,2 milhões na LOA de 2018. Em 2016, como comparação, foram autorizados R$ 134 milhões. Já a seção “preparação de seleções principais para representação do Brasil em competições internacionais”, que foi de R$ 40 milhões em 2017 (ainda que muito pouco disso tenha sido aplicado) e será de apenas R$ 4,8 milhões em 2018, se o projeto de lei não sofrer alterações no Congresso.

Se no orçamento de 2017 havia R$ 60 milhões para “implantação de infraestrutura esportiva de alto rendimento”, em 2018 a previsão é de apenas R$ 13 milhões, o que frustra os planos de quem pretende construir centros de treinamento. O combate ao doping também deverá ser prejudicado, pois terá apenas R$ 2,7 milhões em 2018, contra os atuais R$ 8,7 milhões.

Mas o grosso no corte de orçamento está na rubrica “implantação e modernização de infraestrutura para esporte educacional, recreativo e de lazer”, utilizada, principalmente, para pequenas obras em equipamentos públicos espalhados por todo o país. Depois de disponibilizar R$ 462 milhões em 2017, o governo pretende liberar só R$ 7 milhões em 2018.



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