Um dos mais atuantes procuradores da Operação Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, recentemente aposentado, teceu o seu testemunho sobre o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em seu perfil nas redes sociais, o ex-procurador disse que não é “amigo” de Moro, porque as profissões de ambos não lhes permitiram uma “convivência social”, mas que em 20 anos de convivência profissional, sempre admirou o “espirito público” do ex-magistrado.

Carlos Fernando registrou ainda que “o Brasil ganha um grande ministro”, mas que Moro, após cumprida esta “missão”, deve voltar ao Judiciário na condição de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Abaixo, a íntegra:

Até agora não tinha me manifestado sobre a exoneração de Sérgio Moro.

O que posso dar aqui é meu testemunho de quase 20 anos de convivência.

Não somos amigos, até porque nossas profissões não nos permitem muita convivência social, mas sempre houve muito respeito mútuo.

Sempre admirei sua capacidade de trabalho, conhecimento do processo e sua coragem para decidir.

Essas qualidades são mais raras no serviço público do que gostaríamos de admitir.

Entretanto, acima de tudo o mais importante foi sempre seu espírito público, que agora terá amplo espaço de atuação no Ministério da Justiça.

O Poder Judiciário perde um grande juiz, mas juízes podem ser bem substituídos, como provou a nova juíza da operação Lava Jato.

O Brasil certamente ganha um grande ministro.

Espero, contudo, que ao final dessa missão ele volte ao Poder Judiciário, agora no lugar que merece, o Supremo Tribunal Federal.

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