Apesar de poucos acreditarem que a candidatura da deputada Manuela D’ávila (PCdoB) seja mesmo para valer – a maioria acha que trata-se apenas de um jogo do PCdoB para se cacifar perante o PT, a relação de “patrão e serviçal” de petistas e comunistas vem sofrendo arranhões de gato após o anúncio da novidade.

As queixas petistas começaram com a indireta enviada por Gleisi Hoffmann (PT-PR) à Manuela via Twitter. Apesar dos elogios, a senadora e presidente nacional do PT deixou claro numa frase que a comunista não teria chances eleitorais e deveria apoiar Lula ou outro candidato petista num eventual segundo turno da disputa presidencial (clique AQUI para conferir a indireta de Gleisi).

Logo após foi a vez do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reclamar de verdade. “Com todo o respeito ao PCdoB e a grande figura que é Manuela D’ávila, acho um erro essa decisão. É hora de unir com LULA para derrotar o golpe”, escreveu o petista em seu Twitter.

O comentário de Lindbergh foi prontamente rebatido pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-RJ), que respondeu com ironia às críticas feitas pelo líder do PT no Senado. “Quando encontrar meu amigo Lindbergh vou perguntar: por que não te calas?”, disse em tom de brincadeira, para em seguida dizer que “não cabe tutela” na relação entre PT e PCdoB.

“Não é razoável o líder de um partido criticar decisões de outro partido em temas próprios, deliberações que só cabem ao próprio partido. Imagina se vamos nós dizer quem deve ser candidato do PT?”, criticou Silva, que já foi ministro do Esporte no Governo Dilma Rousseff.

Conforme já dissemos na postagem de Gleisi Hoffmann, a candidatura de Manuela à presidente é uma vã tentativa do PCdoB buscar a vaga de vice de Lula ou outro petista. Mas até os próprios comunistas sabem que eles seriam a última opção. O PT sabe que o PCdoB pouco ou nada agrega com votos. E sabe também que amansa o velho serviçal com um ministério desimportante.

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