Se vierem nos perguntar por onde andávamos, desesperadamente gritaremos em Português: vivíamos acuados, reprimidos, ultrajados em nossos direitos mais íntimos, – sim – aqueles inexprimíveis que, em todos, sem distinção, nascem muito antes da nossa convicção de liberdade.

É curiosamente um milagre que tenhamos sobrevivido aos mandos de homens, que, com opiniões aparentemente positivas e sensatas em tantos discursos hipocritamente grandiosos, não nos deram soluções. Ao contrário. Surripiaram, como verdadeiros ratos nos porões públicos, o suado trabalho de milhões e milhões de brasileiros.

Se, em 2018, tínhamos a constatação de inumeráveis insatisfações e a certeza do que não queríamos, ainda no mesmo ano conseguimos encontrar um caminho que nos despertava para uma realidade que se imporia com as nítidas características do que é genuinamente brasileiro.

Agora, em 2020, ao se tornar público um vídeo que reconhecidamente seria sigiloso, escancara-se um governo que admiravelmente se mostra não como lhe convém, mas como ele realmente é.

Em um cenário de filme de ficção cujo enredo se constrói na luta contra um vírus que assola a humanidade, assistimos a uma produção que, sem recursos cinematográficos, abala as bases do comodismo, da indiferença, das diferenças, das ‘aparências rutilantes’, do toma-lá-dá-cá, e consubstancia-se nas nossas necessidades.

Sorvemos a ousadia da novidade que afirma o nosso jeito de ser e de viver. Sobretudo em princípios e atitudes e na forma expressiva mais libertária e espontânea, o nosso PRESIDENTE BOLSONARO e – o não menos nosso – MINISTRO DA EDUCAÇÃO WEINTRAUB sintetizam a dor e a angústia de um sofrido povo esperançoso.

O filme? Um sucesso de bilheteria!

E a vocês, que insistiram na divulgação e ainda não entenderam que o Brasil é nosso e que aqui vive o povo brasileiro – “Quem não gostou sai de ré…” –, desejamos que engulam, a palo seco, o vídeo ‘torto que, feito FACA, corta a carne de vocês.’

Mirian da Matta. Professora. Especialista em Língua Portuguesa.

Veja o vídeo:

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