Se, alguma vez na vida, você assistiu a A.I. Inteligência Artificial, filme lançado em 2001, dirigido por Steven Spielberg, a probabilidade de querer ver um robô, de qualquer tipo, na sua frente é bem próxima a zero. Anos atrás, não poderíamos imaginar que hoje estaríamos vivendo uma evolução tão grande. Coisas que antes achávamos que eram exclusivas de filmes de ficção científica, hoje, podemos ver como uma realidade.

E isso pode até ser bom. Mas você se lembra de Eu Robô, ou de qualquer outro filme do tipo, em que a história dá um pouco errado? A rebelião dos robôs nunca é uma coisa boa para nós humanos. Os mais alarmistas defendem que a inteligência artificial e os robôs vão dominar o mundo no futuro. Mas, talvez, não seja para tanto.

Para que uma revolta robô acontecesse, era preciso que eles tivessem consciência. E existem vários projetos avançados de inteligência artificial que dizem que estão trabalhando para construir uma máquina consciente. Essa construção de consciência se baseou na ideia de que as funções cerebrais apenas codificam e processam informações multissensoriais.

Funções

E uma vez que essas funções sejam entendidas adequadamente, seria possível programá-las em um computador. Recentemente, a própria Microsoft anunciou que gastaria um bilhão de dólares em um projeto para fazer isso.

Mas se você é uma dessas pessoas que acha que a revolta dos robôs está logo ali na esquina, pode ficar tranquilo. Até agora, as tentativas de construir cérebros de supercomputadores não chegaram nem perto.

Um projeto que começou em 2013 é amplamente reconhecido como falho. Esse esforço multimilionário fez com que os EUA desenvolvessem um projeto menos ambicioso com novas ferramentas de software para os pesquisadores estudarem dados cerebrais ao invés de simular um cérebro.

Mesmo assim, alguns pesquisadores ainda acreditam que simular a neurociência com computadores é o caminho certo a percorrer. E os que defendem que esses esforços são fadados ao fracasso dizem que o cérebro integra e comprime vários componentes de uma experiência que incluem visão e olfato. E isso não pode ser simulado pelos computadores atuais.

Não são computadores

Os organismos vivos armazenam suas experiências em seus cérebros e adaptam as conexões neurais, em um processo ativo entre o indivíduo e o meio ambiente.

Já o computador registra os dados em blocos de memória de curto e longo prazo. Essa diferença faz com que o manuseio de informações do cérebro também deve ser diferente de como os computadores funcionam.

Outro fator era que as tarefas de memória mais comuns estão associadas a várias áreas do cérebro. E algumas delas são bastante grandes. O aprendizado e conhecimento das habilidades envolvem reorganização e mudanças físicas, como por exemplo, alternar pontos fortes das conexões entre os neurônios. E essas informações não podem ser replicadas em um computador.

Conscientização

Existem algumas outras razões pelas quais a consciência não pode ser uma coisa computável. As pessoas conseguem estar cientes que estão pensando em alguma coisa. E também tem a possibilidade de parar de pensar nelas. Mas para um computador isso é impossível.

Há 80 anos, o cientista da computação Alan Turing mostrou que um programa de computador nunca poderia parar por conta própria. E, essa é a capacidade central para a consciência.

E até mesmo antes do trabalho de Turing, o físico quântico alemão, Werner Heisenberg, mostrou que existia uma diferença entre a natureza do evento físico e no conhecimento consciente de um observador. E o físico interpretou isso como que a consciência não pode vir de um processo físico como o de um computador. Porque isso reduz todas as operações a argumentos lógicos básicos.

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